Os anos passam e os questionamentos sobre quais rumos a educação irá tomar, seja em âmbito nacional ou mundial, continuam. Por isso que para alcançar melhorias nessa área é necessário haver discussões em busca de soluções para o tema. Pensando nisso, o Mestrado em Educação do Centro Universitário Adventista de São Paulo, em parceria com diversas instituições nacionais e internacionais está realizando o I Congresso Internacional de Investigação e Experiência Educativa (CIIEE). 

Durante os dias 25, 26 e 27 estão sendo apresentadas online, palestras, mesas de debates e apresentações de trabalhos acadêmicos que vão ao encontro das necessidades do campo educacional e a capacitação de profissionais que atuam na área de ensino. Cerca de 140 pessoas estão participando do evento, das mais diferentes vertentes de atuação da educação. A abertura do congresso aconteceu no último domingo (25) e trouxe a explanação da professora Catedrática da Universidade de Aveiro-Portugal Isabel Alarcão, falando sobre “Educação na pandemia e no pós-pandemia”.

Educação Inclusiva

No segundo dia do Congresso, ocorrido nesta segunda-feira (26),o debate se intensificou acerca de um tema que mexe com o cotidiano dos professores que atuam tanto na educação básica quanto no ensino superior: a educação Inclusiva. A programação do dia contou com a palestra de abertura do professor doutor Joaquim Melro, diretor do Centro de Formação de Escolas Antônio Sérgio em Lisboa – Portugal, falando sobre “Educação Inclusiva e formação dos professores: em perspectiva a educação dos surdos”. Em suas considerações sobre a temática o professor afirma: “temos que entender uns aos outros para construirmos diálogos.”  

O tema chamou a atenção dos ouvintes que se mostraram empolgados com as explicações do tema. Foi o caso da professora e agora mestrando do Mestrado Profissional em Educação do Unasp Isnary Aparecida Araújo. A aluna se mostrou muito animada com os aprendizados obtidos sobre o tema e se considera uma apaixonada pela educação especial. “Vivemos em um momento cheio de incertezas e impossibilidades físicas. Poder fazer parte do primeiro congresso internacional faz reacender a chama da esperança na educação. Este evento está possibilitando a mim reaprender e aprender sobre sociedade, cultura, educação, ação docente. O ser professor neste momento,  exige ainda mais de mim que o processo reflexivo  esteja presente”, declara.

Abordagem curricular inclusiva

Complementando a primeira discussão os convidados da mesa redonda “Desenho Universal de Aprendizagem e abordagem curricular inclusiva”, professor doutor Sean Bracken da Universidade de Worcester e professora doutora Betânia Jacob Stange do Unasp, esclareceram sobre como as universidades e escolas deveriam tratar sobre como incluir no currículo escolar a educação inclusiva. Segundo Sean as mudanças em relação a visão do governo e instituições levam tempo, embora sejam urgentes. “Isso tem que ver com mudança de cultura. E mudar uma cultura leva tempo. No caso da minha Universidade já vamos levando de 4 a 5 anos. E isso a gente faz numa rede de colaboração entre os professores. A gente pesquisa junto. A palavra chave é colaboração”, enfatiza.

“Quando a gente fala em uma perspectiva inclusiva, as pessoas pensam apenas em deficiência, mas falamos de algo mais universal. Falamos em equidade de possibilidades para todos os alunos. Me preocupa muito o capacitismo nos ambientes de aprendizagem. Na maioria de estudos e pesquisas realizadas nós percebemos a integração nas escolas e ainda notamos um olhar assistencialista. No entanto é preciso que haja essa formação continuada do professor, mudar o olhar, e a concepção do contexto inclusivo”, completa a professora Betânia.

O I CIIEE encerra suas atividades amanhã, terça-feira (27),  com abordagens sobre perspectivas essenciais para o momento.