Quando a república influencia sua vida

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Escrito por

Redação

Publicado em

16 nov 2014

Em nossos dias, comemoramos o dia 15 de novembro, sendo feriado nacional, como a Proclamação da República Brasileira, que foi um levante político-militar em 1889. Assim foi instaurado a forma republicana federativa presidencialista de governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil. Mas, a questão é a dúvida se o brasileiro sabe qual a impacto direto em nossa sociedade atual.

Segundo Elder Hosokawa, coordenador do curso de História, o sistema governamental brasileiro possui três aspectos importantes e influentes para a população. O funcionamento dos três poderes em instancias federais, estaduais e municipais é um aspecto. A liberdade de imprensa “é algo a ser celebrado”, segundo o coordenador. “A oposição aceitou os resultados das urnas, o que é prova de uma república sólida que amadureceu ao longo de vários golpes civis-militare”, comemora Elder.

Religião e ética são aspectos ainda discutidos em nossa sociedade, mas conquistas do sistema republicano. Segundo o Pew Research Center (2012), 75% da população mundial vive sob restrição da liberdade religiosa. Uma das características do Brasil hoje é a sua diversidade cultural e a tolerância religiosa. “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto”, disse Rui Barbos, um dos responsáveis pela construção da República Brasileira.

Em ano de eleição, muitos aspectos políticos podem ser questionados quanto ao progresso e futuro da republica. Hosokawa defende que “a representação democrática republicana está em risco e exige uma urgente reforma política.” O executivo federal foi eleito por pequena maioria de 51,64 % a 48,36%. Mas não foi apenas uma diferença de 3,4 milhões de votos.  Cerca de 37 milhões de cidadãos se abstiveram de votar, ou votaram em branco ou nulo e, mais a oposição com 51 milhões de votos somam quase 90 milhões de cidadãos que de alguma forma não participaram do processo de escolha da líder do executivo federal.

Os dados apontam para uma população que não entende sua responsabilidade democrática. “O próximo dia 15 de novembro pode ser o reinício de protestos de diversos segmentos da oposição com matizes que vão do centro esquerda à extrema direita, incluindo aqueles que defendem soluções golpistas e militares”, conclui o historiador.