Método utilizado por apóstolo Paulo motiva estudantes missionários

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Redação

Publicado em

04 dez 2014

No decorrer de 2014 a Pastoral Universitária e o Núcleo de Missões do UNASP campus São Paulo têm promovido um conjunto de ações com o objetivo de estimular o espírito missionário dos estudantes universitários e prepará-los para as missões que ocorrerão em maior intensidade a partir de 2015.

Após o primeiro Congresso de Missões do UNASP-SP, que ocorreu no mês de abril, e o lançamento do projeto “Change Your World” em que mais de 100 alunos estarão sendo missionários voluntários nos 5 continentes do mundo e nas 5 regiões brasileiras, aconteceu no mês de novembro o I Encontro de Missionários Tentmakers.

A tradução da palavra Tentmakers, a partir do inglês, tem sua principal referência no apóstolo Paulo e significa fazedores de tendas. Durante seu ministério apostólico, Paulo produzia tendas e as vendia para se manter enquanto seu testemunho pessoal abria possibilidades para a pregação do evangelho entre as comunidades e cidades por onde ele passava.

“O projeto Tentmakers nasce pela necessidade que se tem de formar uma consciência missionária. Temos uma visão muito clara de que a vida de cada aluno pode ser uma vida que dê gloria a Deus a partir do serviço que ele presta ao reino de Deus. A profissão que ele aprende e o conhecimento que ele obtém não é somente para se beneficiar, mas também ajudar a outras pessoas e para colocá-las mais próximas de Cristo a partir da ação missionária que desenvolve”, explica o pastor Wallyson Santos.

A estudante de Enfermagem, Evelin Ribeiro, conta que decidiu participar do encontro assim que percebeu o significado da expressão Tentmakers. “Está relacionado a um tipo de missionário que é autossustentável. Que usa a profissão dele para chegar a um determinado lugar e com a sua profissão vai conquistando as pessoas do local em que está com seu testemunho de vida”, definiu.

“Muitas vezes a pessoa tem a vontade e disposição, mas não possui suporte financeiro. Então, a melhor forma é ter a consciência de que mesmo assim pode ser missionário a partir dos seus esforços”, complementa Santos.

O encontro tratou de temas que remetem às principais necessidades dos missionários quando chegam em um país e cultura diferentes do seu local de origem. Durante o culto de abertura os pastores Ronald Khun, Diretor Associado do Instituto Mundial de Missão na sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, e Wagner Khun, diretor do Programa de Parcerias Globais da Associação Geral da Igreja Adventista, enfatizaram a importância de ir até aos lugares em que necessitam de missionários e as implicações dessa decisão na vida de um voluntario cristão.

No decorrer do evento, eles ensinaram sobre os métodos de testemunho transcultural e como encarnar a missão, apesar de seus desafios. Ambos são irmãos e possuem vasta experiência atuando como missionários em diferentes regiões do planeta. Atuaram em locais até então sem presença cristã e tiveram, junto às suas famílias, que se adaptarem as culturas por onde passaram. Dessa forma, a experiência e os testemunhos que trouxeram foram utilizados para mostrar como contextualizar o evangelho para diferentes culturas. “Nós estamos muitas vezes acostumados com a nossa redondeza cristã e esquecemos que mais da metade do mundo, praticamente, não é cristão. Entender a língua, conhecer os costumes e assim compartilhar o amor de Deus, esse conceito de missão é estratégia para lugares não penetrados”, considerou Ronald Khun.

O diretor-associado do Instituto de Missões Mundiais da Conferência Geral, Oscar Osindo, que trabalhou por muitos anos como diretor associado do Centro Global da Conferência Geral para as Relações Adventistas – Muçulmanos, também esteve presente no fórum e falou sobre os desafios do mundo de hoje e sobre convivência entre muçulmanos.

O estudante do Curso de Psicologia, Christhof Wolter, cresceu acompanhando o trabalho missionário desempenhado por seu pai, o pastor Bernedt Wolter. O legado que o pastor Wolter deixou para muitos missionários e pastores, Christhof experimentou na prática nas vezes em que saiu para trabalhar em missões em países como Guiné-Bissau e Suíça. “Compreendi que se eu percebo que Deus ama a mim e ao próximo na mesma intensidade, então eu tenho que mostrar para as pessoas quem é esse Deus que tudo criou e nos ama dessa maneira. A partir desse momento a minha vontade de fazer missão vem crescendo. Já fui para Guiné-Bissau e Suíça. Pretendo ir agora em janeiro para o Egito, mas o meu objetivo mesmo é ir aonde Deus mandar. Não para uma curta missão, eu pretendo ser um missionário mesmo. Eu quero ser um missionário, e não somente fazer missão”, expressou o universitário.

“O nosso objetivo é que esse nome Tentmakers torne-se uma referência e que daqui saiam inúmeros Tentmakers para cobrir o mundo inteiro com a luz do evangelho. A universidade é uma grande fábrica de missionários e se nós pudermos colaborar com isso, eu acredito que estaremos fazendo um bem a mais para a volta de Jesus”, acredita o pastor Wallyson Santos.

Por Gésia Ruckdeschel e Murilo Pereira