Pesquisas do Mestrado Profissional em Educação são apresentadas no ENAIC

Cultura e Ciência

Escrito por

Thaís Fowler

Publicado em

12 nov 2019

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Thaís Fowler

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Os professores incentivam os alunos a apresentarem novas ideias no evento científico

Pesquisas de alunos do Programa de Mestrado Profissional em Educação foram apresentadas durante a 21ª edição do Encontro Anual de Iniciação Científica (Enaic) do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho. A iniciativa reuniu trabalhos em várias fases, de propostas a resultados de pesquisas desenvolvidas.

Para a coordenadora do Mestrado Educacional, doutora Gildene do Ouro Lopes, a iniciação científica deve fazer parte da vida acadêmica. “Incentivamos os alunos a participarem do Enaic pela formação acadêmica e pela experiência que eles vão vivenciar. Para os alunos que estão iniciando essa é a primeira experiência que eles vão ter em um evento científico e para os que já estão terminando o curso à importância de participar desse evento é para socializar as experiências vividas por meio da pesquisa”, revela.

A mestranda Telma Constantino trabalha na área de gestão pedagógica e elaborou seu projeto de pesquisa a partir desta prática. “Onde eu trabalho foi feito um grande investimento na escola querendo proporcionar mais tecnologia aos professores. Lousa digital, projeção, sistema de som e áudio, computador nas salas, wi-fi de qualidade. A minha inquietação é ver que após um ano desse investimento nós não vimos uma aplicação que acelerou a aprendizagem de alguma maneira. Foi a partir disso que eu decidi escrever meu artigo”, conta.

O incentivo dos professores pela iniciação científica ajudou a aluna a trazer esse projeto apresentado para a sua dissertação do mestrado. “Acredito que vou seguir por essa linha, escolher uma ferramenta, trabalhar a aplicação dela e mensurar esses resultados”, compartilha Telma.

O aluno do segundo ano do Mestrado Educacional, Vanderlei Gomes de Oliveira, elaborou sua pesquisa a partir de uma experiência real em sala de aula. “Eu preparei minha aula e quando cheguei à escola fui informado que havia um aluno surdo na sala. Naquele momento o meu chão sumiu, pois eu estava preparado para aluno ouvinte. A partir dali que eu comecei a repensar no que eu deveria. Por isso que durante a minha apresentação eu falo de inclusão não apenas do aluno surdo com o aluno ouvinte, mas do aluno ouvinte também com o aluno surdo, promovendo uma interação na sala de aula”, relata.

Mestrandos de outros estados brasileiros que não puderam estar presentes, tiveram a oportunidade de enviar vídeo apresentando o projeto. A escolha da forma da apresentação, presencial ou por vídeo, foi feita no momento de submissão do trabalho.