Encontro de corais celebra liberdade religiosa

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Redação

Publicado em

09 nov 2014

Alegria, louvor e adoração a Deus, foi o marco do II Encontro de Corais Tradicionais de São Paulo, que neste sábado 8, mais uma vez celebrou a Liberdade Religiosa.

A apresentação que ocorreu no UNASP-SP, reuniu os tradicionais corais: Coral Dádiva Divina da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, Coral Carlos Gomes do UNASP-SP, Coral da Igreja Batista Central de Santo Amaro e Coral do Belém da Igreja Assembléia de Deus. Cada coral apresentou duas músicas e para encerrar, os cerca de 300 coristas presentes cantaram a música Aleluia de Handel.

Liberdade Religiosa: um direito de todos

Entre as autoridades que participaram do evento, esteve o Diretor de Liberdade Religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul, pastor Rafael Rossi.  Para ele a liberdade religiosa é fundamental para  a vida. “A liberdade religiosa é algo que não vemos, mas se ela for tirada, será percebida, pois faz parte da liberdade humana poder escolher”, comenta. Ao falar sobre como a Igreja Adventista vê a liberdade religiosa destaca que a Igreja Adventista defende a liberdade religiosa. ”Defendemos a liberdade religiosa para todos, até para os que pensam diferente de nós, pois liberdade religiosa é respeitar o direito de cada ser humano escolher sua crença. E quando fazemos um evento como este de hoje e convidamos autoridades políticas e nossos amigos e parceiros para que se comprometam e se unam conosco para defender a liberdade religiosa de todos”, frisou.

Uma das representantes da OAB-Santo Amaro a advogada Rosangela Nogueira esteve presente no evento e reforçou a importância desta atividade para a causa. “A música é um bem comum que quebra as barreiras da religião e este evento é para as pessoas virem e tomar conhecimento da importância da liberdade religiosa e como a constituição nos ampara’, diz ela.

O anfitrião do evento, o Diretor Geral do UNASP-SP, pastor Helio Carnassale disse estar feliz com a segunda edição da celebração e que neste ano houve mais adesão que o ano anterior. “Eu acredito no potencial deste evento. Sem duvidas, na próxima edição e assim sucessivamente mais pessoas perceberão a relevância dele e participarão. Além disso, temos que falar sobre liberdade religiosa  e o que ela representa pra nós. O que acontece aqui não é ecumenismo, e sim relacionamento cristão, relacionamento de amor fraternal pois, aqui não discutimos doutrinas, apenas nos unimos em torno de um ideal que é o louvor a Deus e o louvor não conhece barreiras e línguas, apenas o tributo a Deus”, ressaltou ele.

Louvor que emociona

Muitos de toda a grande São Paulo vieram assistir o encontro de corais.  Dona Maria Jacomin foi uma delas. Ela é de Santo Amaro e pela segunda vez veio assistir o evento. “O ano passado festival estava lindo,e este ano também. Eu já cantei em coral e vim prestigiar o coral de minha igreja que participou. Ver todos esses corais cantando junto é uma benção muito grande, um verdadeiro banquete espiritual”,declara.

Esta foi a primeira vez do Coral do Belém no programa e os coristas ficaram extremamente felizes por participar. “Pra nós foi uma imensa satisfação estar aqui, nos sentimos honrados e maravilhados com o convite. Este ano nosso coral completa 81 anos e nós não tínhamos participado ainda de um programa como este, com várias denominações juntas. Hoje foi um divisor de águas e foi uma experiência extraordinária”, relata o maestro assistente do Coral do Belém, Renato Pereira.

O Coral do Belém possui 96 pessoas e entre elas uma corista que canta há 60 anos no coral, a dona Edith Ciotto. Ela possui um disco de vinil do Coral Carlos Gomes e quando soube que iam cantar com o Carlos Gomes se emocionou e ficou muito empolgada. Mas por já ter mais de 70 anos de idade e não ter se sentido bem, infelizmente não pode estar presente no programa e cantar. Mas seu nome foi mencionado e lembrado pelos presentes.

O atual maestro do Coral Carlos Gomes, Marcelo Martins ficou emocionado ao ouvir o relato. “A gente percebe em relatos como este que o ministério que realizamos transpõe barreiras e pessoas que nem fazemos a mínima ideia tem sido tocadas pelas músicas e suas vidas transformadas. E isso realmente nos dá motivação para continuar pois Deus realmente nos usa de forma extraordinária”.

Leonor Amaral é um exemplo disso. Há 24 anos esteve na igreja do UNASP-SP com seu pai, que era adventista, para assistir um evento, mas nunca esperou poder retornar ao tempo e um dia cantar. “Jamais pensei que um dia poderia vir aqui cantar e hoje foi gratificante vir com meu coral. A música é uma dádiva divina e um dia nós vamos poder cantar todos em um grande coral lá no céu e louvar a Jesus,e todos devem se preparar para isso”, conclui ela.

por Rosemeire Braga