Culto especial relembra projetos missionários

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Redação

Publicado em

21 ago 2014

 

Foi celebrado na última sexta-feira, um culto de ação de graças pelo trabalho missionário realizado por estudantes durante as férias de julho. Dentre os presentes, quatro estudantes foram convidados para falar sobre suas experiências como evangelistas. Eles relataram histórias e contaram sobre como foram recepcionados nos respectivos lugares. Um dos pastores que coordena a pastoral universitária do Unasp-EC, Tiago Rodrigues, falou sobre a importância do trabalho em regiões distantes para apressar a volta de Jesus.

Os focos foram diferentes em cada um dos lugares. No Egito, país de maioria muçulmana, os missionários ajudaram a reformar uma escola adventista e promoveram evangelismo baseado no discipulado e no testemunho. “É muito difícil pregar no Egito, país onde é proibido fazer proselitismo religioso. No entanto, Deus tem feito sua mensagem chegar àquele povo das mais diversas formas”, afirmou Giovanne Bonotto, estudante de Teologia e participante do projeto.

Já em Guiné e Angola, o objetivo foi prestar assistência e o evangelho às comunidades pobres de suas respectivas capitais. O grupo musical Vocal Livre, formado por alunos e ex-alunos do Unasp-EC, se empenhou em atividades de incentivo a atividade física e espiritual. Além do evangelismo também focado no discipulado.

Amazonas

Salva Vidas na Amazônia foi um desses projetos. No dia 17 de julho, cerca de 20 estudantes atravessaram o país em direção a Manaus com objetivo de prestar assistência para um grupo de ribeirinhos dos rios Amazonas e Massaurí. Os universitários saíram de lancha, numa jornada que dura em média 25 a 30 horas. Um esforço que ajudou a levar assistência para dezenas de pessoas.

O projeto teve duração de duas semanas e foi chefiado pelo pastor Tiago Rodrigues. Os estudantes viajaram de barco até as comunidades onde prestaram assistência médica e social para os ribeirinhos.  Ao todo foram 13 dias percorrendo os rios, canais e furos fluviais que caracterizam a Amazônia.

O estudante Kaike Bersot, do 3° ano de Publicidade e Propaganda, foi um dos participantes do projeto missionário. Ele que é natural do interior do Rio de Janeiro e nunca havia ido ao norte do país, ficou tocado pelo trabalho realizado com os nativos. “As pessoas dessas comunidades são muito carentes. Elas precisam de atenção. Vivem com simplicidade, mas são felizes e esforçadas”, menciona.

Segundo Bersot, foram cerca de 30 horas viajando de barco entre Manaus e as comunidades. Durante 10 dias os alunos fizeram limpeza de um terreno onde será construída uma escola e ensino fundamental. Eles também distribuíram livros missionários, fizeram reparos e pinturas em igrejas locais além de palestras de doação de roupas e brinquedos para as crianças.

“Conhecer como é o modo de vida dessas pessoas foi uma das coisas mais interessantes da viagem. Eles me ensinaram a viver com pouco e ser feliz com isso. Aprendi a dar valor a pequenos gestos, palavras ou ações. Levarei para toda vida suas lições de simplicidade”, desabafa Bersot.

Não foi apenas ele que teve a vida impactada pelo trabalho com as comunidades amazonenses. A paulista Juliana Pedrosa também falou sobre sua impressão com este trabalho. “Os amigos ribeirinhos são definitivamente as pessoas mais felizes e receptivas que conheci, mesmo com todas as necessidades que enfrentam. As crianças passaram praticamente o dia inteiro conosco, enquanto trabalhávamos”, conta a estudante de Publicidade e Propaganda.

Juliana também aponta o aprendizado pessoal como algo importante em uma missão. “O engraçado é que a gente vai para o projeto achando que iremos apenas ensinar. No entanto, a gente percebeu que quem teve o maior benefício fomos nós mesmos”, confessa. A aluna também fez um apelo para que mais pessoas participem de voluntariados como o Salva-Vidas na Amazônia e no mundo inteiro: “Todos podemos ser missionários, basta que aceitemos de coração aberto o chamado do Senhor”, convida.