Alunos de psicologia participam de Debate sobre Luta Antimanicomial

Cultura e Ciência

Escrito por

Sabrina Girotto

Publicado em

14 maio 2019

No debate os alunos puderam participar ativamente da palestra realizando perguntas e colocando suas dúvidas na roda de bate papo.

Na última quinta-feira (09), os alunos do curso de Psicologia do Unasp Hortolândia participaram do Debate sobre a Luta Antimanicomial, com a participação de enfermeiros, psiquiatras e terapeutas do município de Hortolândia. Também estavam presentes no dia, pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da cidade.

O evento faz parte da parceria entre o curso de psicologia e da prefeitura de Hortolândia. Jessica Silva, coordenadora do curso, conta que  o intuito foi de apresentar o curso e criar uma ligação com a secretaria de saúde, “abrindo as portas para que possamos servir o município de alguma forma. Fazendo assim a diferença no ambiente social do curso e capacitando os alunos a serem relevantes neste meio”, declara.

As atividades realizadas durante todo o mês de maio são atividades de extensão, em detrimento do dia 18 de maio, onde é celebrado o movimento da luta, momento que aconteceu a reforma psiquiátrica e a luta contra a não internação em manicômios. “Participando desses eventos promovidos pelo curso, o aluno já está tendo a experiência dentro do campo de atuação, mesmo que seja como ouvinte. Assim, ele está entrando em contato com conceitos, práticas, discursos e com a realidade social desses locais já no seu primeiro semestre no ensino superior”, conta Jéssica.

Estratégias de cuidados

Leice dos Santos, terapeuta ocupacional e parte do apoio a gestão a saúde mental do município de Hortolândia, esteve presente no evento, juntamente com outros funcionários públicos da região. Ela conta que o CAPS, tem muito a ver com a luta antimanicomial, debatida no dia. Segundo Leice, o CAPS é uma das estratégias de cuidado para pessoas com transtornos mentais. Ele desabilita integralmente os hospitais psicológicos e transfere esses indivíduos para serem assistidos no território onde vivem. “O importante é conhecer a razão dessas lutas para que possamos continuar cuidando de toda e qualquer pessoa dentro do território. Devemos nos adequar a cuidar e acolher a toda e qualquer pessoa” conta a terapeuta.

Sobre o debate, Jéssica finaliza: “os alunos aprenderam sobre as políticas de saúde. Assuntos como serviço público, sistema único de saúde e políticas de saúde mental também foram debatidos para que uma perspectiva de trabalho e futuro fosse construída para os ouvintes da palestra”.