Sobre o UNASP

Nossa História

1915-1920 1922-1927 1928-1930 1937-1942 1943-1946 1962 1969 1975-1979 1985 1996-2001 2002 2008-2010 2016

1915

O casal Pantaleão e Benedita Teisen, recém-convertidos ao Adventismo, vendem uma propriedade de 58 alqueires localizada no Capão Redondo, na então cidade de Santo Amaro, para o estabelecimento do Colégio da União Conferência Brasileira dos Adventistas do Sétimo Dia (Brazilian Training School). Os missionários fundadores John e Augusta Boehm com mais seis alunos, tomam posse do terreno. A primeira aula é realizada numa casa já existente na propriedade para 12 alunos. Ao final do ano o Colégio já contava com 18 estudantes. No dia 2 de agosto é lançada Pedra Fundamental do primeiro edifício.

1916

É o primeiro ano letivo com um total de 35 estudantes matriculados. Saíram para o trabalho os primeiros onze colportores e seis instrutores bíblicos: João Moreira Castilho, Henrique Simon, Manoel Pereira, Augusto Gross, Willy Hein e Willy Oelke. Proveniente das Escolas Sabatinas espalhadas em todo o mundo, chega uma oferta no valor de 4.318,90 dólares, com destino às obras em andamento no Seminário Adventista.

1917

No dia 24 de agosto a iluminação chega ao Seminário Adventista com a energia gerada por uma hidrelétrica de uma represa construída nos terrenos da instituição. Isso possibilitou um bom investimento em departamentos industriais com serraria, marcenaria, olaria e moinho. Nesse mesmo ano acontece a contratação de Albertina Rodrigues da Silva, a primeira professora brasileira da Instituição.

1919

O Seminário passa a receber alunos de outros Estados e nesse ano são matriculados 94 estudantes de sete Estados brasileiros - SP, SC, PR, BA, RS, ES, PE. Muitas mudanças ocorrem no projeto pedagógico. O ano letivo passa a ser divido em dois semestres com três períodos bimestrais cada. As aulas passam a ter duração de 45 minutos. Além de cursos complementares, é instituído o curso superior de Língua Portuguesa com o ensino de Inglês, sendo opcional os cursos de Alemão e Francês. Nesse ano a aprovação é com aproveitamento acima de 75%. E em meio a tantas mudanças a arte começa a fazer parte do campus. Neste ano acontece o início dos ensaios do Coro Miriam com 70 vozes.

1920

O ano letivo começa com a matrícula de 126 estudantes. É instituído também o plano de bolsas scholarship, ou seja, trabalho de férias com venda de livros editados pela Sociedade de Tratados no Brasil. Sob a coordenação das professoras Margareth Steen e Golda Murray, foi organizado o Curso Primário para crianças da comunidade de seis anos ou mais, com duração de quatro anos. O curso servia também como estágio para as alunas do Curso Normal. Para isso foi construída a Escola Modelo. Nesse mesmo ano acontece a construção do dormitório feminino.

1922

O seminário é instituído como Colégio Adventista e acontece a primeira formatura no curso Ministerial e Normal com nove alunos. São eles: Domingos Peixoto da Silva, Ernesto Bergold, Alma Meyer Bergold, Phillonila Santos Assumpção, Adelina Zorub, Rodolpho Belz, Guilherme Denz, Isolina Rodrigues Waldvogel, Luiz Waldvogel. O lema dos diplomados foi “Rumo ao Lar”.

1925

Neste ano acontece a inauguração do prédio escolar, hoje conhecido como edifício “Domingos Peixoto da Silva”, que passou a abrigar a diretoria, salas de aulas, biblioteca e capela. O prédio foi construído na gestão do diretor norte-americano Thomas W. Steen. Acontece também o início do processamento de suco de uva na cozinha do colégio com apoio do departamento agrícola, que chegou a cultivar parreiras e mais tarde passou a comprar uvas em Santa Catarina.

1927

O Colégio recebe a visita do conselheiro e comitiva da embaixada do Japão para fins de recomendação da instituição para estudantes japoneses. Também é finalizada a construção do refeitório com capacidade para 200 pessoas e o início do período noturno de aulas.

1928

George B. Taylor assume a diretoria do Colégio e faz as obras de melhoria das estradas de acesso que eram intransitáveis nas temporadas de chuva. É realizada a construção de vestiários com cabines individuais para os banhistas nas imediações do tanque onde também aconteciam as cerimônias batismais da instituição. É construído o primeiro loteamento nas terras da instituição no Capão Redondo. O Colégio consegue captar nove mil litros de água por hora do tanque, abastecendo os 230 estudantes em dois dormitórios e 16 professores que residiam no colégio.

1930

A história do Colégio Adventista foi marcada pela oficialização do ginásio e a criação da empresa de alimentos Excelsior, posteriormente conhecida como Superbom, que possibilitou a matrícula de um grande número de discentes sem recursos através do fornecimento de bolsas-trabalho. Foram também criados os cursos de Teologia e Educação Religiosa. A preocupação com os cuidados da saúde foi uma constante no Colégio Adventista, inclusive, no período da Segunda Grande Guerra. Foram organizados cursos na área de Enfermagem, tais como de Socorrista e, posteriormente, o de Padioleiro. O Colégio fornecia ainda, de forma optativa, os cursos de Fotografia, Rádio, Eletrônica e Música. Possuía um estúdio de gravação de disco para as aulas de oratória.

1937

Acontece a oficialização do Curso Ginasial em três diferentes séries que começam a funcionar simultaneamente no Colégio Adventista. Ao todo foram 45 alunos sendo 14 mulheres. A idade dos estudantes variava entre 14 e 30 anos. É o ano da primeira turma do curso Comercial Livre.

1938

O ano começa com 195 estudantes e 20 professores. São 75 alunos calouros e jovens com menos de 14 anos são admitidos no internato. A idade mínima para admissão é 12 anos. Com o crescimento do Colégio os planos para construção não param e nesse ano se iniciou o projeto do Salão Nobre.

1942

É o ano de inauguração do Salão Nobre onde passou a funcionar a Igreja do campus. Acontece também a mudança de nome para Colégio Adventista Brasileiro, exigido pelo governo que estava em clima nacionalista influenciado pela Segunda Guerra Mundial.

1943

Um ex-aluno da instituição, Roberto M. Rabello, inicia através das ondas da Rádio Mayrinck Veiga, do Rio de Janeiro, a transmissão do primeiro programa evangélico de rádio no Brasil, A Voz da Profecia. Outras 16 estações de rádio fizeram a mesma irradiação semanal em todo o país. O CAB prepara uma visita para jornalistas dos principais jornais da capital paulista. Em alguns jornais aparecem artigos sobre o colégio.

1944

Nesse ano foi construído o Arco da entrada do Colégio Adventista Brasileiro. Em 1964 o arco passou a ostentar o nome do Instituto Adventista de Ensino e em 2004 foi alterado para Unasp.

1946

A Associação Paulista da Igreja Adventista do Sétimo Dia decidia em São Paulo, criar uma escola no interior tendo no ano seguinte adquirido 47 alqueires na localidade então chamada Jacuba, hoje conhecido como Hortolândia, nas proximidades de Campinas – SP.O Ministério da Educação e Saúde autorizou o funcionamento do Ginásio Adventista Campineiro (GAC), que depois de 16 anos passou a se chamar Instituto Adventista Campineiro (IAC), e no ano de 1974 passou a se chamar Instituto Adventista São Paulo (IASP). Foi somente nos anos de 1990 que a então mantenedora da Instituição Paulista Adventista de Educação e Assistência Social (IPAEAS), deu os primeiros passos no sentido de oferecer além da Educação Básica, também o nível superior.

1962

O Colégio Adventista Brasileiro passou a ser chamado de Instituto Adventista de Ensino (IAE). O governador paulista, Ademar P. de Barros, visita o IAE e inaugura a piscina do campus. Em agosto, o Dr. Jânio da Silva Quadros, ex-presidente do Brasil, visita o IAE. O primeiro programa evangélico na televisão brasileira foi o Fé para Hoje e teve seu início pela TV Tupi no canal 4, em São Paulo, sendo um ex-aluno do CAB, o Pr. Alcides Campolongo o orador.

1969

O Instituto Adventista de Ensino já conta com 1208 alunos, tendo 21 Estados brasileiros representados e mais 49 alunos estrangeiros. Iniciam-se as aulas da Faculdade Adventista de Enfermagem com duração de três anos. O curso é aprovado pelo MEC em 1968 e conta com a presença do Deputado Federal, Ulisses Guimarães, na aula inaugural.

1975

O IAE ultrapassa 2000 alunos matriculados com 520 estudantes internos. 2000 membros da Igreja do IAE realizam culto de ação de graças no edifício recém coberto no dia 6 de dezembro. A celebração contou com a presença do presidente da Divisão Norte Americana, Pr. Neal C. Wilson.

1979

A Prefeitura de São Paulo emite um ofício que desapropriou mais de 80% do terreno da Instituição, declarando toda a área desapropriada como área de utilidade pública. Futuramente é pago 3,4 bilhões de cruzeiros (4,3 milhões de dólares) como indenização do terreno desapropriado do IAE. Assim, no ano 1983, é possível a aquisição da fazenda Lagoa Bonita em Engenheiro Coelho, SP, para a construção do Novo IAE.

1985

A Instituição passou a ser bicampi. O campus de São Paulo passou a oferecer, preferencialmente, cursos nas áreas de Ciências Exatas, Tecnológicas, Biológica e da Saúde. Já o campus Engenheiro Coelho, foram oferecidos os cursos nas áreas de Teologia, Humanas, Sociais e Tecnologia.

1996

No centenário da Educação Adventista no Brasil, o Unasp contabilizava 3.260 discentes, do Fundamental à Pós-graduação com 422 docentes e funcionários. A Faculdade de Teologia havia diplomado 1.611 discentes. A FAE 1.245 enfermeiros e a FAED 1.334 discentes em Pedagogia, 49 em Letras e 22 em Ciências Exatas e Naturais. Por decreto presidencial foi criado o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unas), que a partir de então passou a abrigar todos os cursos superiores oferecidos pela Instituição.

2001

O Unasp firmou um convênio de parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo para a implantação e administração do Programa Saúde da Família (PSF), atendendo o bairro do Capão Redondo, com população estimada em 289 mil habitantes. Mais de 1.100 profissionais contratados entre agentes comunitários de saúde, auxiliares de enfermagem, enfermeiros, médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, cirurgiões dentistas, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional, educador físico, nutricionista, psiquiatra, gerentes de unidades, auxiliares administrativos e técnicos de farmácia, formando 75 equipes de PSF, 23 equipes Saúde Bucal e 4 equipes Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Os profissionais foram distribuídos entre as 11 Unidades de Saúde no bairro Capão Redondo onde está localizado o Unasp campus São Paulo. Foi criado um estabelecimento/departamento para coordenar e administrar o convênio com toda estrutura técnico-administrativa, composto por aproximadamente 30 profissionais entre funcionários de tempo parcial e de dedicação exclusiva.

2002

O ensino superior teve, pela primeira vez, mais de 2000 estudantes matriculados, sendo iniciado o primeiro processo de recredenciamento institucional junto ao MEC. O papel do antigo Colégio Adventista Brasileiro na comunidade foi muito além das atividades educacionais e da assistência espiritual. Desde as primeiras décadas do século XX, sua participação foi fundamental na implementação de melhoramentos urbanos na região de Santo Amaro, Capão Redondo e Itapecerica da Serra.

2008

Os cursos de Pós-Graduação lato sensu cresceram acentuadamente. Nos últimos anos a Instituição tem oferecido cerca de 60 programas, sendo vários deles na modalidade in company. Destaca-se a implantação, em 2013, do Mestrado Profissional em Promoção da Saúde, reconhecido pela CAPES/MEC e, em 2016, a implantação do Mestrado Profissional em Educação.

2010

O mais recente fortalecimento ao Unasp foi a criação do Campus Virtual. Um campus com cursos online que possibilita aos alunos de diversas partes do mundo, a oportunidade de estudarem e se formarem na Instituição. O Unasp cresceu e agora, com quatro campus, quadruplica a sua qualidade de ensino e serviço. Juntos somam mais de 17 mil alunos que cursam do ensino infantil até a faculdade. Oferece ainda mais de 30 cursos de graduação, dando aos estudantes a possibilidade de viverem no próprio campus na opção de residência. Um conceito de imersão no ensino.

2016

Atualmente o Unasp possui 3.882 alunos na Educação Básica e 8.020 alunos no Ensino Superior. Destes, 7.090 estudantes estão na Graduação e 930 na Pós-Graduação. Soma-se mais de 11,9 mil alunos, sendo muitos desses de várias regiões brasileiras além de representantes de aproximadamente 30 países. Possui também alunos que utilizam da infraestrutura de hotelaria disponível em seus residenciais, os quais acomodam atualmente aproximadamente 2.000 alunos. O processo seletivo para ingresso na Educação Superior da Instituição é realizado em várias cidades do Brasil. Ações de convênios e parcerias com instituições de educação superior de diversos continentes tem facilitado o intercâmbio de alunos. Atualmente dezenas de estudantes do Unasp têm se beneficiado anualmente dessa oferta, destacando convênios com instituições nos EUA, na Europa e na América do Sul.