Unasp-EC participa de Fórum das Confessionais

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Redação

Publicado em

25 nov 2014

 

O primeiro Fórum das Instituições Confessionais de Ensino Superior ocorreu na manhã de quarta-feira, 12 de novembro, no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus de São Paulo e contou com uma delegação de professores do Unasp, campus Engenheiro Coelho. O evento foi promovido pela Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec) e pela Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (Abiee). Dois dos principais pontos discutidos no evento foram a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) e o papel das instituições confessionais na implementação das metas do documento. “Há um importante papel a ser desempenhado pelas instituições confessionais e este fórum veio para revitalizar o senso de valor e a importância destas instituições neste contexto”, garantiu o reitor do Unasp e anfitrião do evento, Euler Pereira Bahia.

Depois de muitas discussões e debates, o Plano Nacional de Educação foi aprovado e publicado no Diário Oficial da União em junho deste ano. O documento estabelece metas para a educação no Brasil pelos próximos dez anos. Um dos principais pontos do plano é a ampliação do financiamento da educação pública, chegando, em até dez anos, a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). “Depois de riscos presentes no documento, conseguimos aprovar um documento que resume os anseios das instituições de ensino confessionais e da sociedade brasileira”, garantiu o presidente da Abiee e reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Benedito Guimarães Aguiar Neto.

Uma das metas do PNE é ampliar o acesso ao ensino superior. Segundo dados do Ministério da Educação, somente 14% dos jovens entre 18 e 24 anos estão na universidade. A meta é, até o final de 2024, elevar esse percentual para 33%. Nesse aspecto, o papel das instituições privadas e confessionais será importante, segundo o diretor de ensino superior do Ministério da Educação, Paulo Speller. “As instituições privadas, incluindo as confessionais e comunitárias, representam 74% do total de matrículas, enquanto as públicas respondem apenas por 26%”, completou ele. “O governo reconhece que as confessionais ocupam um espaço importante e as 20 metas do PNE abrem perspectivas importantes, em especial para as confessionais”, completou Speller, responsável pela conferência de abertura do evento.

No evento também foi discutido o papel da educação confessional no Brasil. Guimarães Aguiar Neto reforçou a importância do Estado laico e a liberdade de atuação das confessionais no país. “Somos um estado laico e nós temos que lutar para que este aspecto laico possa ser preservado, ou seja, nós não admitimos que nenhuma lei venha interferir o nosso direito de livre pensamento em relação aquilo que nós cremos, a filosofia do que nós defendemos”, explicou.

O presidente da Anec e retiro da Unilassale, do Rio Grande do Sul, Paulo Fossati, também enfatizou a necessidade de participação das confessionais na educação no Brasil. “Queremos reafirmar que estamos contribuindo para a sociedade brasileira e desejamos de uma forma direta participar principalmente da implementação do PNE, onde o governo tem metas ousadas e nós confessionais em nossa estrutura, temos pessoas bem preparadas, temos projeto político pedagógico que pode sim alavancar e contribuir para as metas do plano”, concluiu.