Palestra apresenta possibilidades para os profissionais de tradução e interpretação

Acontece no Unasp

Escrito por

Raiane Lívia

Publicado em

25 abr 2019

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Raiane Livia

O doutor Rodrigo Silva abordou a importância do tradutor e intérprete no campo de tradução bíblica

Na quarta-feira (24) o arqueólogo e doutor Rodrigo Silva apresentou palestra sobre o trabalho das traduções bíblicas na série de Seminários de Cultura Geral das Faculdades de Letras e Tradutor e Intérprete do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro. Os pontos abordados pelo arqueólogo ressaltaram a importância do tradutor bíblico na sociedade.

O Seminário “Expressões idiomáticas no Antigo Oriente traduzidas nas Bíblias modernas”, abordou as diferenças gramaticais e estrutura de sentenças do idioma hebraico para as línguas latinas associadas a importância da tradução e interpretação para outras línguas. O doutor Rodrigo Silva é Teólogo, especialista em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, doutor em Arqueologia Clássica pela Universidade de São Paulo (USP) e pós doutor em Arqueologia Bíblica pela Andrews University (EUA).

Para o arqueólogo o trabalho do tradutor vai muito além da mera tradução literal de uma língua para outra. É importante empregar um maior esforço principalmente na interpretação. “Um erro de tradução e interpretação pode repercutir por anos e gerações”, enfatizou.

Professoras da Faculdade de Tradutor e Intérprete que participaram do seminário

O trabalho do tradutor bíblico

A Bíblia é o livro mais traduzido e mais publicado do mundo. Todos os anos milhares de exemplares são publicados no mundo. O livro sagrado hoje já alcança a marca de mais de 7 bilhões de exemplares distribuídos, batendo o livro vermelho de Mao Tse Tung no ranking mundial.

O doutor Rodrigo ainda destaca que trabalhar com tradução bíblica abre um campo de possibilidades infinitas requeridas hoje no profissional tradutor. “A Bíblia é um livro ícone. Ela não tem versão atualizado do texto. Eu acho uma coisa interessante você trabalhar nisso, começar a estudar um idioma que não tenha a Bíblia naquele idioma e se lançar nessa tarefa. A sociedade Bíblica está interessada em pessoas com essa capacidade, pessoas novas que não têm medo do desafio, do desconhecido, que estejam cheia de energia e que possam, quem sabe, deixar a sua marca na história fazendo uma tradição inédita da Bíblia ou de uma parte dela, para uma linguagem que não existe aqui no Brasil”, completa.

Para a aluna de Letras, Pâmela de Oliveira, acompanhar aos seminários da disciplina de Cultura Geral tem sido um momento de conhecimento e novas experiências que poderão ser aplicadas a sua vida profissional. “Eu gosto dos seminários de cultura geral porque trazem aspectos e ambientes que nós não teríamos apenas com conteúdo fechados de sala de aula. Ele amplia nosso conhecimento. Para o curso de Letras, por exemplo, você vai trabalhar com alunos e é importante ter esse conhecimento extra”, afirma.

Incentivo Cultural

A série de Seminários de Cultura Geral das Faculdades de Letras e Tradutor e Intérprete é coordenada pelo professor Harley Bleck e promove palestras abertas a todos que tiverem interesse todas as quartas-feiras no Auditório do Ensino Superior.