Neste mês de dezembro o Unasp formou a quinquagésima turma de Enfermagem, totalizando 4.500 profissionais formados desde a fundação do curso.

Em 2019 o Unasp comemorou os 50 anos do curso de Enfermagem. A FAE (Faculdade Adventista de Enfermagem), como era conhecida e chamada nas décadas passadas, foi o primeiro curso de Graduação da instituição reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), e precursor da Educação Superior adventista no Brasil, além ter sido o quarto curso de Enfermagem criado na cidade de São Paulo. Para iniciar as festividades, foi realizado o IV Congresso Internacional de Enfermagem, no Unasp São Paulo em maio – que resgatou as memórias dos 50 anos – e terminou com a cerimônia de formatura da turma que viveu esse quinquagésimo ano de história.

A FAE do passado (como tudo começou…)

Em 1954 a Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia enviou a enfermeira Lois Burnett para o território da América do Sul, a fim de avaliar os hospitais adventistas que estavam sendo fundados. Lois constatou que havia poucos enfermeiros preparados, e fez a recomendação para que fosse instaurado um curso de Enfermagem no Brasil.

Segundo a Dra. Tania Kuntze, que desenvolveu suas pesquisas de doutorado sobre a história da FAE, além dos hospitais que estavam surgindo, também existiam as lanchas missionárias espalhadas pelo Brasil, e o atendimento de enfermeiros se tornou cada vez mais necessário.

Construção do prédio da Faculdade Adventista de Enfermagem (FAE), atual curso de Enfermagem do Unasp campus São Paulo. Créditos: Centro de Memória do Unasp-SP

“Quando iniciamos não tínhamos prédio próprio, nem laboratórios, e fazíamos tudo em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). As aulas práticas de Anatomia, por exemplo, eram lá… Depois começamos a construção no nosso prédio”, conta a Me. Vivian Zorzim, atual coordenadora do curso de Enfermagem do Unasp. Segundo ela, tudo era feito com muita qualidade, o que tornou a FAE uma referência e conhecida como a “enfermagem padrão”. “As pessoas vinham de longe para estudar na FAE”, revela.

Apesar de ser coordenadora do curso atualmente, Vivian também foi aluna da FAE, e viu grande parte desse crescimento. “Era um curso com muita cobrança, intenso e muito estudo. Eu tinha professores muito apaixonados e preparados para cada área de atuação… Eu via as meninas, que já tinham começado o período de estágio, saindo de uniforme do dormitório às 5 horas da manhã e sentia uma magnitude, e o dia que coloquei o uniforme pela primeira vez senti muita emoção”, relembra.

Aula de primeiros socorros da (FAE) em 1925, no Unasp campus São Paulo.

Para o Unasp o curso de Enfermagem também tem grande valor, levando em consideração que foi o primeiro curso de Graduação reconhecido pelo Governo Federal, e foi através dele que outros puderam ser criados na instituição. “O curso de Enfermagem foi o pioneiro do Centro Universitário Adventista de São Paulo. Todos os cursos que vieram depois no Unasp e deram certo, foi porque tivemos conhecimento através do que foi aprendido com a FAE nos trâmites em Brasília… Todos os processos eram levados debaixo do braço por um representante nosso até Brasília e colocado nas mesas das pessoas no Ministério da Educação e da Saúde”, conta Vivian.

De acordo com Tania, que também já foi coordenadora do curso, a FAE ofereceu o auxílio para abertura de outras graduações em Enfermagem de instituições adventistas. “Por exemplo, quando a Faculdade Adventista da Bahia pretendia criar o curso de Enfermagem, solicitou que eu desse um parecer técnico das possibilidades da criação de um curso lá… Em outros momentos, o Instituto Adventista Paranaense também solicitou orientações quanto à alguns materiais que já tínhamos produzido”, afirma. Além disso, a FAE influenciou diretamente na implantação do primeiro programa stricto sensu adventista do Brasil – o Mestrado em Promoção da Saúde do Unasp campus São Paulo.

A FAE do presente e do futuro

Aluna formanda do curso de Enfermagem do Unasp em 2019.

Segundo Vivian, para o sistema de saúde do país a FAE teve e ainda tem grande importância. Além de oferecer mão de obra qualificada para trabalhar em hospitais e unidades de saúde públicas e privadas do país, a FAE forma enfermeiros empáticos, que cuidam com amor e com o espírito de missão, reforçando o lema que rege a Enfermagem adventista em todo o mundo: cuidar para salvar.

Para Tania, a Enfermagem forma profissionais com uma capacidade de identificar as necessidades do indivíduo como um todo, e imagina a FAE no futuro com os princípios mantidos. “Nossa educação é diferenciada pela concepção que temos do ser humano. A nossa cosmovisão cristã faz com que a gente enxergue o ser humano de maneira diferente”, diz. Em contrapartida, também imagina a FAE do futuro estando antenada quanto às possibilidades que o mundo do trabalho oferece, haja vista que o enfermeiro possui cada vez mais novas frentes de trabalho.

Através de pesquisas acadêmicas, Tania revela que foi detectado que os enfermeiros formados pela FAE eram notados pelo diferencial que eles tinham em suas posturas, gestos, conhecimentos e habilidades demonstrados.

Além de sempre lutar para manter seus princípios, hoje o curso de Enfermagem possui novos desafios, tendo como principais: manter a alta qualidade com preço acessível e entender cada vez mais qual o seu público-alvo. Depois de estudos da gestão, já entendendo mais sobre as pessoas que se interessam pelo curso e suas necessidades, para 2020 terá a opção de cursar a Enfermagem no Unasp em período noturno.

Hoje, quem opta por se graduar em Enfermagem pelo Unasp, conta com um curso que possui alto índice de empregabilidade de seus egressos, nota 4 estrelas no Guia do Estudante da Abril, Guia da Faculdade do Estadão, Guia Educação do Catho, e no Ministério da Educação (MEC) do Governo Federal.