Especialista alerta para consequências do uso de drogas

Cultura e Ciência

Escrito por

Gisele Calisto

Publicado em

19 Maio 2018

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Raiane Livia

 

Há 20 anos o governo brasileiro começava a construção de uma política nacional específica sobre o tema da redução da demanda e oferta de drogas no país. Dados da Agência da ONU para Drogas e Crime (UNODC) revelam que pelo menos 200 milhões de pessoas usam drogas ilícitas em todo o mundo. Realidade apresentada durante o XIV Simpósio de Universitários do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, pelo médico George Burlandy, com a palestra “Consequência das drogas”. Durante a palestra, o público conheceu histórias de ex-usuários e como lutaram contra o vício.

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O tabu de falar sobre drogas não é mais problema. Suas consequências na sociedade são visíveis. O assunto foi um dos mais aguardados durante o Simpósio de Universitários do Unasp. O bate-papo com o médico George Burlandy contou com a participação de internos de uma casa de recuperação de Hortolândia, município do interior paulista. “São historias que revelam o poder destruidor das drogas. Ninguém aqui achou que iria ficar dependente até o primeiro uso”, afirmou o médico.

Luta contra o vício
Entre os relatos de ex-usuários estava a história do Daniel (Identificado apenas pelo primeiro nome). Ele conheceu o mundo das drogas por curiosidade. Aos vinte e quatro anos não comprava mais roupas nem sapatos. Todo seu salário era para pagar o consumo de drogas. “Cheguei a ficar sete dias em coma e tive várias convulsões. Eu vivia apenas para a droga”, declarou.

Outro relato foi de Rafael (Identificado apenas pelo primeiro nome), estudante de direito, que conheceu esse mundo na faculdade após um amigo ter oferecido um cigarro. Com o tempo, passou a fazer uso da maconha, das bebidas alcoólicas e do crak. Atualmente está em tratamento visando o abandono completo do vício.

Reações
O tema chamou a atenção dos estudantes que aprovaram as orientações, como revela a universitária, Antônia Faria. “O tema é importante, pois deixa a gente bem alerta sobre o assunto, já que muitos jovens não têm acesso a essas informações e acabam sendo influenciados por outros amigos”, revela.

Em outros casos, a palestra serviu para motivar o universitário a ajudar outro colega, como é o caso de Juliana Andrade. “Identifiquei que alguns colegas são usuários pela alteração de humor e locais que passaram a frequentar na volta da faculdade. Esse tipo de assunto deve realmente ser conversado, pois as drogas estão em todos os lugares, inclusive dentro de muitas casas”, afirma.

Dada a relevância do tema, O XIV Simpósio de Universitários preparou um workshop para ampliar e orientar sobre o assunto.