Segunda edição do MUNASP proporciona encontro de gerações e ensino musical

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Redação

Publicado em

07 jul 2013

A segunda edição do Festival Internacional de Música do Unasp – MUNASP ocorreu entre os dias 30 de junho e 6 de julho de 2013. Assim como na primeira edição o objetivo foi proporcionar o aprendizado da música para crianças e adolescentes com faixa etária entre 10 e 17 anos. O evento contou com a presença de 113 participantes inscritos que durante toda a semana puderam aprofundar o conhecimento musical através de aulas com músicos de grande experiência e reconhecimento internacional.  

O diretor artístico do MUNASP, maestro Jean Reis, classificou o festival como sendo um encontro através do qual é possível proporcionar aos participantes o acesso ao conhecimento necessário e capaz de norteá-los aonde devem chegar musicalmente.

No decorrer de toda a semana o festival ofereceu o estudo da música em período integral. Durante o dia os alunos participavam de aulas e oficinas lecionadas por músicos de fama internacional como, por exemplo, o sérvio Viktor Uzur, o argentino Alejandro Drago, e ainda Ney Fialkow, Cármelo de Los Santos, Renato França Bandel e Marcos Machado. Todas as noites os alunos presenciavam e também participavam de um concerto.

“Para mim é uma honra estar ao lado de instrumentistas de renome internacional que estão aqui e numa cidade do tamanho de São Paulo com um festival que eu acho que deve se expandir cada vez mais”, ressaltou o músico Ney Fialkow.

O contato com profissionais de carreira mundial proporcionou ao participante, Mateus Barbosa, bacharelando em contra baixo pela Universidade de Brasília (UnB), a aproximação do seu objetivo de ingressar em um programa de mestrado. Ele que está concluindo a graduação teve como motivador o professor Marcos Machado com quem conviveu durante os dias de MUNASP. “Eu pretendo ser um músico de orquestra, pretendo fazer meu mestrado voltado para performance”, afirmou.

Em diferentes estágios do desenvolvimento, os participantes do MUNASP surpreenderam o público presente nos concertos através do talento e desempenho. Guido Sant’ana e Henrique Lorentz, com apenas 8 anos de idade, chamaram a atenção pela habilidade ao violino. Eles integraram o primeiro violino da Orquestra Colina Munasp que se apresentou no Concerto de Encerramento, mas também foram ovacionados durante as apresentações individuais que ocorreram em concertos no decorrer da semana.

Hermínio Barreto é pai de Henrique e veio de Belo Horizonte – MG para trazer o filho ao MUNASP pela segunda vez. Ele conta que procura estimular o filho a ter condições de estudar mais e desenvolver a própria música. “Sempre procurei incentivar ele porque a gente percebe que a música é muito importante na formação de uma pessoa como um todo”, ressaltou.

Silvano Sant’ana e a esposa Glauce trouxeram pela primeira vez ao festival os três filhos que estudam violino. Guido é o mais novo dos três. “Na verdade, quando qualquer um dos três sobe no palco a gente sabe que é ali que está o lugar deles”, disse Sant’ana. Os pais investem na educação musical dos filhos e percebem que o bom desempenho deles na escola é influenciado por esta prática. “O nosso objetivo e o deles com a música é dar uma formação cultural. Se ele for um grande violinista a gente vai ficar muito feliz se ele não for e simplesmente deixar a música de lado mais pra frente, a gente sabe que ele terá uma bagagem que ninguém mais tira dele”, explicou.

“A participação dos pais e o apoio das famílias para saber se seus filhos estão indo na direção certa é muito importante para eles saberem onde ter um norte e para onde direcionar o trabalho durante todo o ano”, destacou o maestro Jean Reis.

Para a diretora pedagógica do MUNASP, Cleide Borba, o festival vem consolidar a importância de bons professores, de bons modelos e de bons exemplos de vida. “O festival é um símbolo da função que a Acarte (Academia Adventista de Arte) tem que é formar pessoas e depois devolver, através dos talentos delas, na formação de outras pessoas”, enfatizou.

Esta devolutiva mencionada por Cleide se exemplifica no trabalho do maestro Jean Reis, diretor artístico do MUNASP. Durante toda a sua trajetória, desde a juventude até se tornar músico profissional, o maestro foi influenciado por professores e músicos que o motivaram e direcionaram sua carreira musical e acadêmica. Entre as personalidades que ele recorda com reconhecimento está à professora Berenice Liedke que foi sua professora na Acarte.

Atualmente o maestro dirige festivais por todo o Brasil transmitindo assim o legado que recebeu de seus professores e da Acarte.

A coordenadora da Política da Primeira Infância da Cidade de São Paulo, Ana Estela Haddad, prestigiou o Concerto de Encerramento do MUNASP na noite do dia 6 de julho. “É muito importante estar aqui hoje pelo trabalho que é desenvolvido pelo Unasp. Primeiro porque é um instituto que faz parte da história do bairro, faz parte da história da cidade, está aqui desde 1915. Desenvolve um trabalho de excelência, desenvolve um trabalho que traz crianças e jovens do país todo e até de fora do país. Sem dúvida nenhuma se a gente tiver a oportunidade de apoiar as ações que são desenvolvidas aqui, tem todo o mérito e todo o valor”, afirmou.

O secretário de Promoção da Igualdade Racial da Cidade de São Paulo, Netinho de Paula, também esteve presente no encerramento do MUNASP e manifestou o interesse em promover o ensino de música nas escolas da cidade. “Neste festival a gente percebe uma juventude ativa tocando, mostrando seu talento, é isso o que a gente precisa para nossas escolas públicas. Temos trabalhado uma agenda com a primeira dama e a  presença dela para que ela conhecesse esse projeto e, através desse projeto, a gente apoiar através da prefeitura. Colocar no calendário da cidade, tornar um projeto de lei e fazer com que essa experiência seja replicada na rede pública de ensino do nosso município”, afirmou o secretário.

Para o diretor geral do Unasp SP, Helio Carnassale, a segunda edição do MUNASP representou a consolidação da essência do festival. “É uma realização cultural que é o nosso dever e a nossa obrigação. O retorno disso a gente não consegue medir na sua plenitude, mas só a satisfação de realizar já é um grande retorno. Certamente nós teremos desdobramentos positivos disso”, afirmou.