Projeto leva inclusão digital para idosos e cegos

Impacto Social

Escrito por

Murilo Pereira e Roberto Sussumo

Publicado em

25 jun 2018

Crédito imagens

Marlon Miranda

Pode parecer estranho falar em inclusão digital em 2018 para quem está imerso a tecnologia e acostumado a trabalhar, se comunicar e se relacionar por meio de dispositivos digitais. No entanto, muito brasileiros ainda necessitam de auxílio e de iniciativas que os tornem aptos a interagir e usufruir dos recursos que tornam o mundo mais conectado e a sociedade mais participativa.

O projeto Informática para Terceira Idade conta com alunos com idade acima de sessenta anos, mas também atende deficientes visuais. “Esta iniciativa muda a vida dos idosos, pois proporciona uma nova realidade tornando-os mais participantes da sociedade hightech”, explica o coordenador do projeto, professor Roberto Sussumu, fazendo uso da expressão que significa alta tecnologia. Os alunos beneficiados pelo programa participam de aulas de: Arquitetura do computador; Internet; Windows, Word, Excel, Power Point e Aplicativos.

O projeto teve início no dia 20 de março. Para Sussumo, já é possível perceber uma mudança de mentalidade e redução do preconceito por parte dos participantes. “Notamos que, de um modo geral, diminuíram os receios dos próprios idosos em relação às novas Tecnologias da Comunicação e Informação. Como resultado, esperamos que os participantes idosos adquiram uma nova concepção de vida e do processo de envelhecimento. Por outro lado, os monitores que se doam compartilhando seus conhecimentos técnicos também ganham experiência de vida, pois isso refletirá na sua futura vida profissional”, exemplificou.

O projeto é executado por meio de uma equipe composta por 15 pessoas, entre professores, profissionais de TI, graduandos voluntários e bolsistas PIBIC. O projeto Informática para a Terceira Idade integra a uma proposta maior do UNASP-SP com as comunidades vizinhas. De igual forma, acontece o projeto Informática para Deficiente Visual que atende a um grupo significativo de pessoas com essa deficiência.

“Se pudesse, queria ter aula todos os dias, pois agora é a minha vez de aprende a usar o computador. Lá em casa, meus filhos e netos, cada um tem o seu computador e usam enquanto eu só limpo passando pano no computador, pois não sei usar. Agora, com esse projeto espero também ter meu próprio notebook e fazer tudo que eles fazem. Por exemplo: mandar e-mail, escrever textos, poesias e etc.”, afirmou Lourdes Silva aluna do projeto.

“Este projeto está me estimulando a pesquisar e conhecer mais as novas tecnologias e possibilitando compartilhar com os idosos. Lembro muito dos meus avós”, conta Gabriela Costa.