Professora do Unasp lança livro pela Alameda Editorial

Cultura e Ciência

Escrito por

Murilo Pereira

Publicado em

09 set 2016

A professora e historiadora Romilda Motta, doutora em História Social pela Universidade de São Paulo, USP, docente em diversos cursos do Unasp campus São Paulo e coordenadora do Núcleo de Diversidade Étnico Racial do Unasp-SP, lançou na noite de quinta-feira, dia 1 de setembro, na livraria Martins Fontes da avenida Paulista, o livro: José Vasconcelos, As Memórias de um “Profeta Rejeitado”. A obra que contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, foi publicada pela Alameda Editorial, respeitada no seguimento de literatura acadêmica e de não ficção.

O livro é fruto da dissertação de mestrado em História Social que Romilda defendeu na USP em 2010. Nesta publicação, a autora analisa as memórias descritas nos registros autobiográficos de José Vasconcelos, relevante personagem da história cultural e política do México e da América Latina. Conforme registrou no prefácio, Maria Ligia Coelho Prado, professora titular de História da América na USP e orientadora de Romilda neste trabalho, a publicação é resultado de muita dedicação ao estudo de uma temática desafiadora para pesquisadores de autobiografias. 
“Romilda escolheu um tema muito original para estudar. Fascinada pela história do México, encontrou na autobiografia de José Vasconcelos, renomado intelectual-político mexicano, uma valiosa fonte para análise. Realizou o exame das memórias apoiada em sólidas referências teórico-metodológicas que lhe permitem ultrapassar as armadilhas que os textos autobiográficos colocam a seus estudiosos. Com segurança e conhecimento das questões sobre as chamadas “escritas de si”, demonstrou, de maneira pertinente, que Vasconcelos escreveu suas memórias com a finalidade principal “de intervir no presente político mexicano e deixar para a posteridade o testemunho dos ‘verdadeiros fatos’ e da grandiosidade do seu próprio eu”, escreveu.

“Posso dizer que se trata de uma obra na qual me debrucei sobre fontes ainda pouco exploradas por historiadores. Isso porque parte da historiografia resistiu, durante muito tempo, a trabalhar com autobiografias ou demais fontes chamadas “escritas de si”, por considerá-las um gênero compósito, híbrido, controverso e, especialmente, por entenderem que elas não levavam, a saber, “o que aconteceu”, ou a atingir a “verdade”. No âmbito da discussão teórica-metodológica, procurei discutir a escrita memorialística, analisando seus usos políticos e pensando as conexões entre presente, passado e futuro. Neste último caso, porque o objeto de estudo, o mexicano José Vasconcelos, que viveu entre, 1882 e 1959, fez de seus escritos um “projeto de memória”. Creio que o livro pode interessar não apenas a historiadores por ofício, mas, também a um público maior, interessado em cultura e política, História do México e América Latina”, explicou Romilda.

Na noite de lançamento, Romilda recebeu amigos, familiares, colegas de profissão e de pesquisa, alunos e ex-alunos do Unasp-SP e também da USP.