Prédios históricos do UNASP são tombados pelo Conpresp

Acontece no Unasp

Escrito por

Redação

Publicado em

03 jul 2018

Uma instituição de ensino centenária preserva registros patrimoniais que são preciosos para a cultura e a história. Sua preservação é fundamental para a memória e história da região em que está. Fundada em 1915, a sede do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), localizada na Zona Sul da cidade de São Paulo e no território do bairro do Capão Redondo, teve seus primeiros edifícios inaugurados no início da década de 1920.

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), analisou o requerimento feito por iniciativa de um ex-aluno em 2012, e considerou a influência do espaço na urbanização do bairro da zona sul paulistana e também a representatividade e importância da instituição como polo indutor de urbanização do bairro no século 20. A decisão do Conpresp foi unânime e foi publicada no Diário Oficial na sexta-feira, dia 29 de junho de 2018.

A ata da decisão ressaltou que além das razões históricas e culturais “também justifica a preservação da área, este modelo de instituição de assistência social em regime de internato integral, cuja estrutura e formatação de congregar as áreas de habitação, de estudos, de produção e de socialização em um mesmo local que foi adotada e muito utilizada no século passado, como forma de integrar a preparar jovens e adolescentes para o cotidiano da vida”.

O ato de tombamento se trata de uma ação administrativa realizado pelo Poder Público e tem o objetivo de preservar, por meio de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população. O que impede que tais bens venham a ser destruídos ou descaracterizados.

Não são todos os espaços e áreas do campus que estão incluídos neste tombamento, mas aqueles prédios que são mais antigos e não sofreram alterações significativas em sua arquitetura original. O UNASP campus São Paulo está comprometido com a preservação e manutenção desses espaços que são de sua propriedade exclusiva e reconhece que seu valor ultrapassa o aspecto institucional privado e possui significado para a cultura e história da comunidade, da cidade e do país.

O tombamento dos edifícios não interfere nas aulas nem na utilização dos espaços que continuam com suas atividades normalmente. O tombamento contribui para que a instituição continue a realizar suas atividades em prol da comunidade onde está inserida.