Pastor do Unasp-EC participa de programa na Novo Tempo

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Escrito por

Redação

Publicado em

26 ago 2014

Existem inúmeras pesquisas científicas sobre os efeitos negativos que a pornografia pode causar na vida das pessoas. Um estudo publicado pela Academia Americana de Pediatria mostrou que a exposição de adolescentes ao sexo em programas de TV tem sido determinante na iniciação sexual deles. Ficou comprovada a relação direta entre a assistência, o conteúdo sexual na TV e a imitação de tais conteúdos pelos jovens.

Na semana passada o pastor Tiago Rodrigues esteve no programa “Conexão Jovem”, da Rede Novo Tempo, para falar sobre o tema. “Este é um assunto do qual se fala com muita liberalidade em muitos veículos, entendendo o uso da pornografia como algo natural, sem grandes consequências”, afirma.

De acordo com Rodrigues é importante alertar os jovens. “Para a promoção de conceitos adequados relacionados à sexualidade vale a pena tocar no assunto de uma perspectiva séria e sem os delírios do liberalismo, mas atrelada a necessidade de difundir os ideais de uma postura saudável sobre sexualidade, principalmente para o público jovem e o público que se relaciona com jovens”, explica.

Há estudos que indicam que existe um mecanismo semelhante ao que ocorre na mente de dependentes químicos. O circuito de recompensa é ativado e existe a produção de dopamina. Sendo assim, da mesma maneira que uma pessoa vicia em drogas, outro que se expõe a pornografia e passa a fazer isso sistematicamente pode se tornar um dependente devido a razões psíquicas e orgânicas.

 O pastor também abordou alguns dos efeitos da pornografia na mente dos jovens. “A pornografia cria parâmetros irreais de interação sexual, compromete a saúde de relações interpessoais e transtorna os meios ideais de obtenção de prazer”, relata.

É importante que a pessoa inicialmente determine o nível de dependência da pornografia. Isso pode ser feito observando a frequência com que se necessita ver a pornografia, quanto dos relacionamentos tem sido negativamente afetados por isso, se tem havido comprometimento da vida social, atividades acadêmicas ou profissionais. Além da progressão de exposição à pornografia, em relação ao tempo e a cenas menos próximas da realidade, envolvendo sexo grupal, relações com animais, pedofilia e outras fantasias.

 Para Rodrigues, o tratamento psicológico e a realização de atividades físicas contribuem para o afastamento do indivíduo com relação à pornografia. “O indivíduo deve fazer uma análise da sua rotina, e que elementos dessa rotina devem ser alterados a fim de não facilitar a recaída. O envolvimento em atividades físicas e sociais em dias e horários costumeiramente reservados para ver pornografia, o compartilhar da situação com uma pessoa madura que possa prestar auxílio e uma espécie de monitoramento são medidas úteis. O tratamento psicológico e grupos de apoio como DASA são altamente recomendados”, conclui.