Na passarela, a Semana de Arquitetura e Urbanismo

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Redação

Publicado em

15 set 2014

Nesse domingo, 14, o curso de Arquitetura e Urbanismo realizou a abertura da II Semana de Arquitetura com o tema “Arquitetando Ideias”. O evento foi baseado na apresentação dos trabalhos dos alunos do primeiro e segundo ano do curso.

A parte principal da abertura foi um desfile de roupas confeccionadas pelos alunos, baseadas em diferentes épocas e movimentos históricos. O júri contou com a participação dos professores do curso, o cantor Vagner Dida e o escritor do Plano de Curso, prof. Dr. Edson Fávero. “A gente viu no desfile alguns costumes da época, costumes refletem na arquitetura da época. O mais importante é que o arquiteto seja inovador, ele precisa ter a arquitetura vívida, precisa ser atrevido, despojado, é isso o que a gente espera”, comenta Fávero.

“É importante pra divulgar o trabalho dos alunos, o empenho deles, porque eles trabalham muito. O curso de Arquitetura não é um curso fácil, ele tem muita prática, então tudo dá muito trabalho. Até sair esse modelo, foram muitas noites trabalhando”, ressalta Jussara Bauerman, coordenadora assistente do curso de Arquitetura e Urbanismo. O programa se encerrou com a premiação dos trabalhos e um coquetel para os alunos e visitantes.

A Semana de Arquitetura vai até quinta-feira, com diferentes palestras e convidados da área. “As semanas dos cursos são momentos de reflexão, onde palestrantes que não são do meio acadêmico trazem as suas experiências,  levando os alunos a refletirem e a definirem qual segmentos acadêmico eles vão seguir”, analisa Paulo Martini, diretor geral do Unasp-EC. “Esse é o momento de sintonia mais profunda do curso com o mercado de trabalho”, acrescenta Afonso Cardoso, diretor acadêmico do campus. Jussara vê essa semana como forma de sair da rotina. “Valoriza trazer alguém de fora, de outras universidades ou do mercado de trabalho. O aluno gosta disso, porque o professor está sempre na sala de aula, mas alguém de fora sempre dá uma agrega”, acredita.

Sobre o desfile

A ideia do desfile de moda para a abertura da Semana de Arquitetura começou na aula de Estética para a turma do segundo ano, ainda no primeiro semestre desse ano. “Na verdade eu lancei esse trabalho da disciplina como um desafio”, conta Jéssica Polito, professora da matéria. “A disciplina de estética procura mostrar que a arquitetura conversa com outras áreas. Então, arquiteto faz figurino, faz; arquiteto mexe com moda, também; arquiteto, faz roupa, faz; tem pessoas que inspiram o figurino na arquitetura, sim”, explica a professora.

A coordenadora do curso até o primeiro semestre de 2014, Valquíria Sales, tem o costume de conversar com os professores e pedir que avisem-na quando tiver algo de diferente na aula, como uma apresentação de trabalho. “Quando vi a apresentação desse trabalho, pensei que não poderia ficar escondido só para a turma. Pensei que poderíamos mostrar para mais pessoas, e por que não na abertura da Semana de Arquitetura?”, conta Valquíria.

Além de agradar ao público que assistiu, o desfile agradou aos professores e coordenadores. “Em aula, já me surpreendeu. Foi um sacrifício dar a nota, e aqui o sacrifício se repetiu para dar o premio”, confessa Jéssica. “Hoje foi um dia de grandes realizações para os professores e para todos que trabalham no curso porque é muito gostoso ver a resposta dos alunos. É isso que a gente espera, que eles aprendam e que mostrem o que estão fazendo”, acrescenta Valquíria.

Depois do sucesso do desfile entre os alunos e visitantes, a professora que propôs o trabalho  conta sobre a sensação de dever cumprindo com os alunos. “É muito gratificante ver o aluno conseguir fazer uma leitura, uma análise mais específica, ver que através de uma das disciplinas ele consegue dar um passo a diante em sua carreira profissional. É uma grande brincadeira, mas com uma função educativa”, conclui Jéssica.

Sobre o curso

Quando o Unasp-EC foi implantar o curso de Engenharia Civil, o prof. Dr. Edson Fávaro, então professor da Unicamp, juntamente com alguns professores da USP de São Carlos, participaram da concepção do Plano de Curso. “Nessa mesma época, o coordenador do curso veio conversar comigo para fazer a avaliação de um projeto que tinham para o curso de Arquitetura, mas achei que aquele curso não tinha como ser implantado e que não seria bem sucedido porque havia falhas”, lembra Fávaro. Então deixaram para depois.

Sabendo desse histórico e que o Edson reside em Engenheiro Coelho, o diretor do campus chamou-o para uma conversa cerca de três anos atrás. Daí surgiu o curso de Arquitetura e Urbanismo no Unasp-EC.

O curso já teve 120 inscritos em cada um dos anos dois anos que abriu vagas para o vestibular e nenhuma evasão. “É muito difícil escrever um curso, é como escrever a letra de uma música, nunca sabe se fará sucesso. Pode fazer como pode não fazer. Nunca se sabe a receptividade dos alunos, porque o plano de curso tem uma ideologia, e os alunos precisam aceitar esse ideal”, explica Fávaro.

Valquíria, que acompanhou esse processo e assumiu a coordenação do curso em sua abertura, lembra um pouco como tudo aconteceu.  “Recebi o projeto do curso e, quando montamos a equipe aqui no Unasp, mudamos algumas coisas para colocar algumas diretrizes que esperávamos que tivesse aqui no curso, que fosse voltado para o mercado de trabalho, que os alunos saíssem daqui com uma formação que já pudessem atuar, mas que eles fizessem isso durante a época da faculdade”, conta.

Hoje, os professores, coordenadores e diretores comemoram o sucesso do curso. “Eu fico emocionado vendo o retorno dos alunos”, confessa Fávaro. “É gratificante”, completa Valquíria.

Para completar a formação dos alunos, os laboratórios para Arquitetura já estão em fase de finalização. Em sua fala durante a abertura da semana, o diretor geral do Unasp-EC contou que dentro de um mês está prevista a chegada de uma máquina de corte à laser para a maquetaria, duas máquinas para a marcenaria, e ainda, uma impressora 3D. “No laboratório, o aluno vai colocar em prática aquilo que ele aprendeu com os professores na teoria, aquilo que ele leu nos livros. Agora ele tem que testar toda essa teoria, na execução de alguma obra”, explica Martini. “Nossos alunos terão um ambiente de muita funcionalidade, com equipamentos modernos e de última geração, e que poderão fazer simulação de vários de seus projetos”, destaca o diretor geral.

Afonso Cardoso, diretor acadêmico do campus, acredita que esses laboratórios podem ser o diferencial na experiência acadêmica dos alunos. “O que fica com o aluno é aquilo que ele faz. Aquilo que ele ouve e escuta, que ele participa de alguma forma tem um grau de aderência na vida dele, agora aquilo que ele faz, realiza, executa, isso sim é mais importante. O curso de Arquitetura não é possível ser feito só em sala de aula. É como se fosse natação, tem que entrar na água. Então, o laboratório é esse espaço em que ele se lança na prática”, conclui Cardoso.