Voluntários do Unasp fazem a diferença em comunidades carentes ao redor do mundo

Impacto Social

Escrito por

Raiane Lívia

Publicado em

31 jul 2018

Alunos e profissionais voluntários em projeto no Níger

Abrir mão do conforto de casa e viajar para um país, ou até mesmo Estado, de cultura totalmente oposta para ajudar a quem precisa. Oferecer tratamento médico. Contar histórias para crianças. Ajudar na construção de escolas em lugares remotos. Atitudes como estas fazem parte da rotina de quem decidiu dedicar sua vida na missão de servir ao próximo.

Alunos e professores do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, dedicaram parte de suas férias do mês de julho em projetos voluntários ao redor do mundo. Foram semanas em que criaram sonhos, construíram amizades e escreveram junto com outras pessoas histórias inesquecíveis. Cada relato vem de um ponto diferente do globo terrestre.

Níger                                                                                                                                   

O primeiro relato vem das terras africanas, mais precisamente no Centro-Oeste do continente africano. O país escolhido pela estudante de teologia Lídia Karolly de Souza foi o Níger, uma das nações economicamente mais pobres do mundo. Entre os vários problemas sociais estão a subnutrição que atinge aproximadamente 29% da população, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nesse lugar de poucos recursos Lídia dedicou seus dias para fazer a diferença na vida das pessoas que habitam ali. “É importante participar de projetos como esse porque a gente aprende a viver fora da nossa realidade e a entrar em contato com outras pessoas de outras culturas. E isso contribui bastante para o nosso crescimento”, declara.  

Para chegar ao Níger, o planejamento começou bem antes do embarque, como relata o diretor do Núcleo de Missões do Unasp, Marcelo Dias. “O projeto de voluntariado internacional de curto prazo envolve parcerias entre o Unasp e aqueles que estão no local. Para que possamos oferecer segurança ao grupo e o máximo de aproveitamento tanto para nossos estudantes como para aqueles que recebem o projeto”, explica.

Os projetos também desenvolvem parcerias com universidades e organizações dos países onde são desenvolvidos. O objetivo é que não dure apenas semanas, mas que continuem por mais tempo.

Egito

O Egito também recebeu voluntários do Unasp. O principal desafio foi a reforma de uma escola. Trabalho para lá de intenso. Além da ajuda no trabalho braçal, o grupo ofereceu atendimento odontológico em comunidades egípcias carentes do serviço.

Chipre

Outro destino dos voluntários do Unasp foi o Chipre. Uma ilha europeia, antiga colônia britânica, que serve de refúgio para imigrantes de diversos países. Um local de belezas raras e desafios interculturais enormes. Para amenizar os impactos e diferenças, foram oferecidos atendimentos nas áreas de saúde através de feiras e oficinas de culinária.

A recepção dos cipriotas, erradicados ou não, foi a melhor recompensa, como destaca a líder do grupo e diretora de pós-graduação do Unasp, Lanny Soares. “Foi uma experiência maravilhosa porque eles são muito receptivos. Nós fizemos com eles uma Escola de Férias mostrando como podem melhorar a alimentação deles”, lembra.

Albânia

A Albânia é um país do Leste Europeu. Nesse país receptivo o projeto da Escola de Férias ensinou canto, pratica em instrumentos musicais e inglês. A experiência foi marcante, relatou o líder dos voluntários do Unasp, Gilmar Batistoti. “É uma coisa que envolve muito a gente, poder olhar como Deus está trabalhando nessa multiculturalidade impressionante, mas que Deus atua de forma maravilhosa”, afirma.

Massauari

O projeto Massauari reuniu o maior grupo de voluntários durante o período de férias. Foram 97 interessados em fazer o bem e a diferença da Comunidade Nova Jerusalém e São Bento, localizadas a 30 horas de barco de Manaus (AM). As margens do Rio Massauari o trabalho foi intenso para construir a Escola Técnica Adventista de Massauari (ETAM).

Entre uma martelada e outra, um ajuste aqui e outro ali, o cenário foi ganhando forma e os moradores a possibilidade de criar novos sonhos através da ETAM. Para o diretor do Unasp, Paulo Martini, foi surpreendente contemplar a grandiosidade do projeto. “Nós estivemos acompanhando de longe todo o processo, mas nós não tínhamos ainda a compreensão da execução de tudo. Ficamos extremamente surpresos com o que nós vimos”, comenta.

As histórias de missão se estenderam por outros países como, Bolívia, Peru, Estados Unidos, Austrália, Albânia e Togo. Cada uma com suas peculiaridades, mas todas com um só propósito: fazer a diferença.