Livro-reportagem aborda sustentabilidade e respeito à natureza

Impacto Social

Escrito por

Tátila França

Publicado em

28 nov 2018

Crédito imagens

Raiane Lívia

A vivência em uma ecovila levou a aluna de Jornalismo a imprimir sustentabilidade em páginas de papel

A partir do terceiro ano da graduação começam os pensamentos e dúvidas sobre qual tema e qual modalidade de Trabalho de Conclusão de Curso escolher. Um turbilhão de pensamentos, muitas ideias diferentes, mas nada definido. Para Emanuely Miranda, aluna concluinte do curso de Jornalismo, do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) – campus Engenheiro Coelho – a ideia já estava bem definida em sua mente.

Emanuely escolheu retratar no seu TCC como funcionam as ecovilas, assunto que já havia realizado em trabalhos anteriores da vida acadêmica. Após a decisão tomada ela iniciou sua jornada em busca de mais conhecimento sobre como vivem as pessoas dessas comunidades. E para quem não sabe o que é uma ecovila, são comunidades que tem como princípio de vida uma forma mais ecológica, com um estilo de vida sustentável.

Foi sobre isso que a Emanuely decidiu estudar, melhor ainda, vivenciar. A estudante se programou e começou sua jornada em uma experiência que a transformou. Decidiu ir para a comunidade de Muriqui Assu, em Niterói – RJ, onde passou uma semana na comunidade. Lá foi recebida de braços abertos como se já fosse da família. Durante essa experiência, Emanuely se aproximou da terra de uma tal forma que até hoje mantém esses hábitos. As descobertas sobre a terra a surpreendeu. Toda essa experiência com a natureza e histórias de pessoas que vivem na comunidade ela aborda de forma bem detalhada em seu livro-reportagem.

Ela conta que a maior dificuldade foi a escolha do nome do livro. Escolheu palavras indígenas Pacha Mama que quer dizer Mãe-terra. O melhor significado para expressar o que a sua obra relata. Já que o trabalho era ligado a sustentabilidade, nada melhor que apresentar em livro artesanal e reciclável.  “Paciência é uma virtude que combina com a ecovila. Ou seja, o jeito de produzir, imprimir e encadernar combina com a história que tenho para contar”, explica Emanuely.

A ideia do livro artesanal, não veio da orientanda, e sim da orientadora, a professora Andreia Moura. Que se emocionou com as palavras da sua aluna. “Foi um prazer orientá-la, ela é talentosa, esforçada, dedicada. E falou de um tema tão forte que é a sustentabilidade, e eu só esperava que as pessoas entendessem o que ela queria passar”, afirma.

Ao escrever esse trabalho, o objetivo da Emanuely foi levar às pessoas essa transformação pela qual passou. Para que tenham o entendimento, compreendam sobre a necessidade do cuidado da natureza. De alguma forma, que as pessoas sejam levadas à comunidade através do seu trabalho. Há pretensões para que o livro seja publicado, e ela busca encontrar o caminho para que isso seja possível. Se acontecer, muitas pessoas terão a oportunidade de conhecer a ecovila de Muriqui, através de Pacha Mama – a casa que se tornou minha.