Ensino Médio do Colégio Unasp SP desenvolve o projeto Sorriso Amarelo

Acontece no Unasp

Escrito por

Aira Annoroso

Publicado em

20 mar 2019

Crédito imagens

Herbert Ferreira


Os alunos do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Unasp São Paulo realizaram hoje (20) uma programação onde apresentaram os resultados obtidos no projeto Sorriso Amarelo. O propósito era mostrar aos alunos de outras turmas como a disciplina estudada de Literatura, mais especificamente a segunda geração do Romantismo, pode se relacionar com grandes problemas que a sociedade atual enfrenta, como suicídio, depressão, transtorno de ansiedade e outras doenças psicológicas. Além da apresentação, os estudantes puderam ouvir uma palestra motivadora feita pela dra. Catherine Araujo, especialista em psicopedagogia e distúrbios do desenvolvimento.

“Levando em conta o quanto os adolescentes são bombardeados com conflitos atuais, onde parte deles envolve a depressão, ansiedade, entre outros males, é importante que ao entrarmos no estudo do Romantismo, em especial a segunda geração, termos um olhar atento que muitas vezes as poesias de fortíssimo teor pessimista, morte, suicídio, depressão, não estejam apenas na história, mas na vida de nossos adolescentes do Ensino Médio. Assim, o projeto passou a existir como uma forma de incentivar os alunos a repararem que muitas vezes as pessoas estão sorrindo por fora, mas por dentro estão destruídas, daí surgiu também o nome Sorriso Amarelo, fazendo uma alusão ao Setembro Amarelo”, afirma Renata Araujo, professora de Literatura do Colégio Unasp SP.

Segunda Geração do Romantismo

O Romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico, que surgiu nas últimas décadas de XVIII e durou por grande parte do século XIX. É dividido em 3 gerações. A 2ª geração, estudada pelos alunos do segundo ano do Ensino Médio, teve início em 1853 com a publicação da obra Poesia, de Álvares de Azevedo, e perdurou até o ano de 1869, ano em que foi publicado o poema O Navio Negreiro de Castro Alves. Este período da história foi retratado pelos autores com muita melancolia, pessimismo, sentimentos exagerados ligados à exaltação morte etc.

Prevenção

A dra. Catherine explica que os adolescentes não têm noção da dimensão dos problemas que eles podem causar na vida de seus colegas através de uma brincadeira inadequada. “É importante que as escolas promovam esse tipo de movimento onde as crianças e os adolescentes possam refletir sobre a consequências de seus atos e a influência que eles possuem na vida dos outros. Então devem ser trabalhadas formas de incentivo ao aluno em que ele fique atento e veja se o colega está bem, de que forma ele pode estar impulsionando este colega a acreditar nele mesmo e a superar as dificuldades”, afirma.

Alerta aos pais e responsáveis

É imprescindível que os pais fiquem atentos e informem a escola caso percebam algum tipo de comportamento diferente por parte de seus filhos. “É preciso entender que a escola e a família trabalham juntos. Os pais precisam ouvir, mas muitas vezes os adolescentes têm dificuldade de falar. Então é necessário que eles promovam momentos mais descontraídos em família para que os filhos se sintam mais à vontade em contar como se sentem”, enfatiza a dra. Catherine. A especialista conta que é muito comum no relato de adolescentes de que os pais chegam em casa ansiosos, nervosos e não tiram os olhos do aplicativo Whatsapp, isso faz com que os jovens também voltem seus olhos às mídias sociais e não dialoguem com seus responsáveis.