Diretrizes irão fortalecer setor apícola no Estado de São Paulo

Acontece no Unasp

Escrito por

Redação Unasp EC

Publicado em

16 set 2018

O anúncio será feito pelo Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo no Unasp em Engenheiro Coelho na próxima segunda-feira (17)

Um plano ambicioso, inédito e aguardado pelo setor apícola, que revela diretrizes para o fortalecimento da apicultura e meliponicultura no Estado de São Paulo, será apresentado pelo Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Francisco Jardim, no próximo dia 17 de setembro no município de Engenheiro Coelho, no auditório do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). A elaboração do Plano teve a participação de entidades públicas, como a Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SAA), por meio de suas coordenadorias e institutos de pesquisa, universidades, e, principalmente, entidades do setor privado.

A cadeia produtiva do mel é uma importante atividade econômica que gera emprego e renda para apicultores, agricultores e agroindústrias contribuindo para o desenvolvimento social e econômico. Atualmente o Estado de São Paulo produz, anualmente, cerca de 3.700 toneladas de mel. A meta do Plano é que, em 10 anos, essa produção cresça 71%. O Plano visa, ainda, ampliar em 78% o valor econômico do produto mel em função do aumento da produção, do ganho de arrecadação proveniente deste aumento e da diminuição da perda de setores que ainda não estão formalizados.

Para o sucesso do Plano, todos os elos das cadeias produtivas da apicultura e meliponicultura participaram da elaboração – apicultores; meliponicultores; representantes da iniciativa privada, de universidades e do poder público; pesquisadores e extensionistas – traçaram metas para a execução de um plano de ação conjunta que promova o desenvolvimento sustentável dessas cadeias, do campo ao consumidor. “Com essa sinergia, será possível estabelecer um plano estadual abrangente, com ganhos para toda a cadeia produtiva”, afirmou João Brunelli Júnior, coordenador da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).

Ele ainda disse que “entre os principais desafios estão a profissionalização do segmento; a adoção de Boas Práticas Agrícolas e Apícolas, para que não se utilizem indevidamente os agroquímicos; obtenção e difusão de mais informações para o setor produtivo, e definição de metas e objetivos a serem atingidos, num processo de planejamento participativo”, salientou Brunelli, afirmando que a CATI possui um papel central no grupo, pois abrange todas as regiões do Estado, para capacitar, divulgar e apoiar os apicultores e meliponicultores.

Segundo dados da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (ABEMEL), o setor possui 184 entrepostos com Serviço de Inspeção Federal (SIF), centenas de entrepostos com Serviço de inspeção estadual e municipal, uma estimativa de 450 mil ocupações diretas no campo, milhares de empregos, sendo 19 mil na indústria de processamento (entrepostos) e 17 mil na indústria de insumos (máquinas e equipamentos), e um mercado de varejo avaliado em 796 milhões de reais. Atualmente, o Brasil ocupa a 9ª posição em termos de volume de exportação de mel.