Dia do profissional que ensina

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Escrito por

Redação

Publicado em

15 out 2014

Dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Professor. A comemoração acontece devido ao Decreto baixado por Pedro I, Imperador do Brasil, em 1827, criando o Ensino Elementar. O decreto dizia que "todas as cidades, vilas e lugarejos devem ter suas escolas de primeiras letras". Foi em 1947 que aconteceu a primeira comemoração, mas, somente em 1963, esse dia foi oficializado nacionalmente como feriado escolar.

Levando em consideração que esse profissional é quem forma os outros, pode-se dizer que é o mais importante. Um professor pode ser formado ou não, o ensino pode ser formal ou não. Esse é o tipo de trabalho que impacta, que muda, que influencia pessoas.

Vocação, destino ou gosto?

Para chegar à formação de professor, cada um tem a sua história. “Meu plano não era ser professora. No ensino médio eu queria fazer oceanografia”, lembra Edneia Mauri, Coordenadora do ensino fundamental II e ensino médio para o Unasp-EC, hoje formada em Pedagogia e mestre em Psicologia Escolar.

Já Nívia Cardoso, orientadora do ensino fundamental II para o Colégio Unasp-EC, conta que já pensava em ser professora, mas queria fazer Matemática. Entretanto, não foi desse jeito que entrou na escola. “Por causa das aulas aos sábados, eu acabei mudando para Pedagogia”. Hoje, Nívia é formada em Pedagogia, com pós-graduação em Psicopedagogia.

“Eu tinha uma coordenadora que dizia que tem dois tipos de professores: o que se torna professor e o que é nato, que nasce com o dom, e esses são difíceis de encontrar. E eu era uma professora nata. Não que eu ensine bem, mas as coisas acontecem”, revela Lilian Cardoso, coordenadora do ensino bilíngüe para Unasp-EC. Lilian sempre quis ser professora, alimentou o sonho desde pequena, então começou logo no magistério, e hoje é graduada em Pedagogia.

Amanda dos Santos, aluna do último ano de Pedagogia no Unasp-EC, explica porque decidiu fazer o curso. “Minha mãe já é professora”.

Os diferentes níveis do ensino

Não só os alunos mudam o nível de ensino, mudando do básico para o fundamental I, e fundamental II, médio e superior, mas para os professores isso também muda. “Nos primeiros níveis do fundamental até o sétimo ano, o professor é alguém que está ali para ser imitado. Então meu exemplo, às vezes, ensina mais do que o que eu digo”, conta Davi Gomes, professor de História no Colégio Unasp-EC.

Já no ensino médio, isso muda. “Os alunos já se não têm mais medo de expor sua opinião. Fazem piada, comentários dos mais diversos. Aí, o aluno já entende o que é a função do professor”, completa Gomes.

“Na faculdade, o aluno tem sede de aprender. Tudo ele pergunta, questiona, quer exemplo. Essa fase, o professor não é mais verdade absoluta, muito pelo contrário”, conta Edneia, que também é professora no curso de Pedagogia.

“Mas, em todos os níveis, a troca de conhecimento é muito grande. Os alunos ensinam mais do que eles imaginam”, comenta Edneia.

A recompensa

O salário pode ser pequeno, as turmas grandes, a carga horária extensa, o trabalho vai pra casa, mas a satisfação do desenvolvimento do aluno é o que os torna realizados.

“A melhor parte é a socialização com o aluno, porque eles trazem tanta coisa para nós. É uma troca tão grande… Não é só estar ali passando conteúdo, mas a vida de cada um, a história de cada um, essa troca é imensa. Influenciar vidas, poder ajudar, isso é o melhor. O contato com o aluno é muito bom”, opina Nívia.

“A coisa mais linda do magistério é observar o crescimento do outro e perceber o seu crescimento próprio também, isso é o mais lindo”, comemora Edneia. “Você nunca é feio, pode estar com uma cara horrorosa, uma olheira enorme, não dormiu direito, descabelada, mas você é a professora mais linda do mundo. Pode ser velhinha, mas eles te acham o máximo. Esse carinho, essa conexão com os alunos é maravilhoso. A oportunidade de trabalhar com o aluno e alcançar corações é incrível”, conta Lilian.

“Eu amo o que eu faço”, comemora Edneia. “Acho que eu não seria tão feliz em outra área como sou sendo professora”, conclui Nívia.