Congresso destaca a importância do ensino e o viver saudável

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Escrito por

Redação

Publicado em

15 jan 2015

A Revista Veja publicou nesta quinta, 15, uma pesquisa feita pela Universidade de Cambridge que diz que sedentarismo mata duas vezes mais que a obesidade e ainda que caminhar 20 minutos por dia diminui em até 30% o risco de morte prematura.

Com o objetivo de promover um viver mais saudável, o III Congresso Brasileiro Adventista de Educação Física, que começou na manhã de hoje, 15 de janeiro, no UNASP-SP, iniciou suas atividades com palestrantes de destaque da área, falando sobre a importância do ensino da educação física e a sua prática.
O evento reúne educadores físicos de diferentes regiões do Brasil e representantes de outros países. O congresso vai até domingo e faz parte da celebração dos 100 anos do UNASP-SP.

Educar com amor

A primeira palestra realizada pelo educador físico e pesquisador Dr. João Batista Freire destacou a importância de se ensinar com amor. “Educação é um ato de amor, não vale educar se não for amoroso”, frisou ele.

No que diz respeito à postura do professor em sala de aula, ele diz que é preciso ver o aluno como um todo e contribuir para a sua formação sem discriminação. Segundo Freire, dizer que gosta e ama o aluno que tira boas notas e se comporta bem é fácil, o difícil é amar o que bagunça, apronta e cria problemas. “A educação tem que querer não só o melhor aluno, mas o que é pior também. É o aluno difícil que vai me dar a oportunidade de ser amoroso. Ele é meu grande desafio. Quem é professor não pode escolher o seu aluno. Seu aluno é o que está ali, em sala de aula”, afirma.

Quando questionado sobre os entraves e burocracias educacionais, ele orienta que as escolas devem diminuir as suas burocracias e a burocracia deve servir à educação, pois, se não ocorrer assim, o tempo do professor fica tomado pelas burocracias e perde tempo não educando e ensinando bem. ”Eu não tenho o poder de, amanhã, mudar a educação, exceto aquela que eu pratico. Não posso exigir que as pessoas façam o mesmo, mas posso sugerir. O professor deveria se posicionar e superar seus medos. Devemos ser menos conformados com as coisas que estão aí e ser um pouco mais ‘rebeldes’”, destacou.

Prática na infância

Na sequência, o Dr. Don Morgan, da Middle State University of Tennessee, falou sobre a importância da atividade física na infância e adolescência. Ele reforçou o fato de muitas crianças não serem tão ativas quanto deveriam por passar grande parte do seu tempo em atividades sedentárias, como vendo tv, acessando internet, jogando vídeo games e etc. Essas práticas podem levar ao desenvolvimento de algumas doenças, como diabetes tipo 2, hipertensão, entre outras. “A educação física é fundamental para ter um corpo saudável; e a construção de um corpo saudável tem que começar na infância. É transformador ter uma vida saudável e ativa. Eu acredito fortemente que o viver saudável desde o início é fundamental”, conclui Morgan.

No período da tarde, os educadores participaram de diversos mini cursos, como Educação Física Escolar, ministrado pela Dra. Debbie Morgan da Middle State University of Tennessee, Atividades Expressivas Culturais na Educação Física Escolar, apresentado pelo Ms. Ivan Cândido e diversos outros.

No fim do dia houve apresentação de pôsteres com temas livres e, à noite, uma palestra com o renomado professor Dr. Davi Poit que possui um extenso currículo.

Entre suas inúmeras atividades, ele ministra cursos e palestras nos principais Congressos de Educação Física do Brasil e nos Congressos de Gestão do Esporte e de Cerimonial e Protocolo. É membro fundador da Associação Brasileira de Gestão do Esporte (Abragesp) e autor de três livros sobre gestão esportiva: Organização de Eventos Esportivos, Cerimonial e Protocolo Esportivo e Elaboração de Projetos Esportivos.

Poit destacou a importância do planejamento dos grandes eventos esportivos. Segundo ele, quando se analisa e se vê os erros que estes eventos têm, deve-se pensar o que você faria e mudaria se estivesse no lugar do organizador do evento. E no que diz respeito a como avaliar se um evento esportivo foi ou não um sucesso, ele diz que “um evento pode ser considerado um sucesso quando deixa um legado. Se o evento funcionou bem, mas não deixou um legado, foi mais ou menos. Mas é preciso considerar que quanto maior o evento, maior a chance de errar”.

Por Rosemeire Braga e Murilo Pereira