Campanha incentiva prevenção de H1N1 no Unasp

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Escrito por

Murilo Pereira

Publicado em

06 abr 2016

O surto repentino e em fora de época de proliferação do vírus H1N1, a quantidade de infectados e a gravidade dos casos já confirmados têm preocupado autoridades, serviços de saúde e a população. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, dia 4 de abril, pelo Boletim Epidemiológico de Influenza do Ministério da Saúde, em 2016, até o dia 26 de março, o Brasil já somava 71 mortes causadas por esse vírus. No Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus São Paulo, o atual cenário levou a uma imediata ação preventiva com a divulgação de informações úteis com o objetivo de alertar e orientar todas as pessoas que frequentam diariamente o campus.

Com início na sexta-feira, primeiro de abril, logo na portaria principal, seguranças vestindo camisetas da campanha com os dizeres “Unasp e você contra o H1N1”, recepcionaram veículos e pedestres entregando o panfleto com as instruções do Ministério da Saúde para a correta higienização das mãos e principais medidas de prevenção. Pais, alunos, pacientes que fazem uso dos serviços de saúde dentro do campus e visitantes estiveram atentos às informações.

O curso de Enfermagem, sob a liderança da professora Maristela Martins, percorreu todas as salas de aula do ensino infantil à graduação ensinando como o vírus age, como ocorre a transmissão e principalmente os cuidados necessários para minimizar os riscos de contaminação.

“O H1N1 é um vírus de fácil transmissão. Esse ano os surtos começaram muito mais cedo. Espera-se a incidência desses casos a partir do mês de maio. Esse ano, em janeiro, fevereiro e março já morreram muito mais pessoas que em 2015 inteiro. A doença está chegando de forma assustadora. Por isso, é necessário começarmos a nos proteger agora, o quanto antes possível, para que evite a disseminação maior”, explicou a enfermeira.

A estudante de enfermagem, Nataly Martins, acompanhou as colegas de turma na orientação que deram para o grupo do qual fazem parte os alunos pequenos do ensino infantil e das séries iniciais do ensino fundamental. A universitária que está no segundo ano do curso, experimentou pela primeira vez como é atender e orientar crianças pequenas.

“Foi uma experiência muito legal porque as vezes achamos que elas não entendem, mas entendem sim. Vimos que não só entenderam como passarão isso para os pais. Sabemos que eles são a nossa próxima geração e espero que possam fazer isso para outras pessoas também”, declarou.


Ainda como parte da iniciativa promovida pelo Unasp-SP, na segunda-feira pela manhã, foi a vez dos funcionários da instituição assistirem a uma breve palestra informativa ministrada pela professora Maristela. Entre as medidas que estão sendo aplicadas nesse contexto, na próxima terça-feira, dia 12 de abril, os funcionários que atenderam ao alerta serão vacinados contra o tipo de gripe Influenza A, conhecida também como vírus H1N1.

A federação dos hospitais de São Paulo tem divulgado uma lista atualizada diariamente de unidades onde é possível encontrar a vacina na rede privada. Também é possível solicitar a vacinação através do Serviço Único de Saúde, SUS, no entanto a prioridade nesses postos de atendimento é para os principais grupos de risco como, por exemplo, gestantes, idosos e crianças.

Uma das complicações mais preocupantes da doença é a síndrome respiratória aguda grave. Segundo o Ministério da Saúde, já foram 444 quadros desse tipo nesse ano.

Entre as recomendações orientadas pelo curso de Enfermagem do Unasp, estão: proteger a boca com um lenço de papel e com as mãos ao espirrar, após isso, lavar muito bem as mãos higienizando até a região dos pulsos, tomar cuidado com contatos físicos ao cumprimentar ou abraçar uma outra pessoa e passar álcool em gel nas mãos com frequência após tocar algum objeto antes de levar os dedos até a região do rosto, porém priorizando sempre a correta lavagem das mãos com água e sabão.

“Nós não podemos nos preocupar unicamente com o que é que nós vamos fazer com a pessoa que tem H1N1. Mas nós precisamos nos preocupar em como não permitir que essa doença seja disseminada e vire uma pandemia global como foi há alguns anos atrás”, enfatizou Maristela.