¿Barrabás O Jesús Barrabás? Consideraciones Críticas Sobre El Optimismo Crítico Textual De La Variante De Mateo 27,16-17.

UNASP Ciência

Escrito por

Redação

Publicado em

14 mar 2021

· Pesquisa: ¿Barrabás o Jesús Barrabás? Consideraciones críticas sobre el optimismo crítico textual e la variante de Mateo 27,16-17 (Perspectiva Teológica, v. 52, n. 3, p. 811-828, set./dez., 2020; DOI: http://dx.doi.org/10.20911/21768757v52n3p811/2020)
· Autores: Carlos Olivares (Centro Universitário Adventista de São Paulo).
· Linkhttps://www.scielo.br/scielo.php?pid=S2176-87572020000300811&script=sci_abstract&tlng=es

A pesquisa responde a qual pergunta?

A partir de uma análise de evidências internas e externas de Mateus 27:16-17, é possível afirmar, de forma otimista, a realidade da variante textual “Jesus Barrabás” como designação ao bandido condenado ao lado de Cristo?

Por que isso é importante?

Quando estudiosos do Novo Testamento leem o relato de Mateus 27:16-17, que descreve a cena pré-crucifixão onde dois homens são julgados por uma multidão, encontram nela a figura de Jesus, o Cristo, e outro personagem de nome análogo: “Jesus Barrabás”. A ideia de que os condenados possuem o mesmo nome tem como base uma variação do texto original, encontrada em alguns manuscritos antigos. Essa variante textual é popular entre os estudiosos do Novo Testamento, que afirmam sua veracidade de maneira apressada com base em análises superficiais das evidências mensuradas dentro e fora do texto.
Embora seja curioso imaginar que a narrativa apresenta um contexto de julgamento em que dois personagens com o mesmo nome são julgados pelo povo, que “se confunde” condenando o próprio Cristo no lugar do bandido, é importante considerar seriamente as evidências. Qualquer leitura, por interessante que aparente ser, precisa estar devidamente sustentada por manuscritos de qualidade disponíveis para sua composição.

Quais foram os resultados?

Não é fácil validar a variante textual “Jesus Barrabás” em Mateus 27:16-17, embora alguns estudiosos o façam com naturalidade. Uma análise das evidências externas ao texto, isto é, por exemplo, os comentários de autores antigos, como Orígenes, não permite concluir a autenticidade da variante. Além disso, a análise dos manuscritos antigos não deve apenas considerar a variante em termos de quantidade de aparições, mas atentar para a antiguidade do texto a partir de abordagens que sublinhem a qualidade dos manuscritos analisados.
De maneira semelhante, a evidência interna, ou seja, as provas aparentes no texto em si, também não sugerem dados sólidos à interpretação. O exame não anula a veracidade da variante textual, mas também não favorece a sua realidade, a evidência é ambígua. As limitações relativas à interpretação do texto também embargam conclusões apressadas que aparentam ser favoráveis, mas que possuem pressuposições questionáveis. Ainda que esse ponto específico possa ser debatido, a variante textual não pode ser facilmente sustentada sem trazer consigo diversas polêmicas metodológicas.