Plano de Fortalecimento da Apicultura e Meliponicultura do Estado de São Paulo será lançado no Unasp

Acontece no Unasp

Escrito por

Redação Unasp EC

Publicado em

17 set 2018

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Divulgação

Unasp apresenta características especiais de flora e clima para a criação de abelhas e o forte potencial no desenvolvimento de pesquisas. Governo paulista lança plano de fortalecimento do setor nesta segunda (17) na universidade

 

No ranking da apicultura o Brasil ocupa a 9ª posição mundial.  O estado de São Paulo é responsável por cerca de 50% da produção de mel, entrepostos e insumos na região Sudeste. Novas medidas ligadas à pesquisa devem beneficiar o setor apícola e ampliar o segmento em mais de 80% no território paulista. As novidades serão lançadas em um encontro entre o secretário estadual de agricultura e Abastecimento, Francisco Jardim, entidades de classe, produtores e universidades na segunda-feira (17) no Unasp em Engenheiro Coelho (SP).

A cadeia produtiva do mel é uma importante atividade econômica na geração de renda e emprego para apicultores, agricultores e agroindústrias, contribuindo diretamente para o desenvolvimento social e econômico do país. Para o fortalecimento do setor no estado de São Paulo, cursos estão sendo oferecidos para produtores, convênios estão sendo firmados para ampliar a área de produção e diretrizes irão regulamentar o segmento.

Entre essas diretrizes, a Secretario Estadual de Agricultura e Abastecimento irá lançar o Plano de Fortalecimento da Apicultura e Meliponicultura do Estado de São Paulo. Entre as medidas estão facilitações para aumentar a produção de mel das atuais 3,7 toneladas para 6,3 toneladas nos próximos 10 anos. Além disso, o plano é ampliar o valor do produto em 78%, considerando os ganhos relativos ao aumento da produção, do ganho de arrecadação proveniente deste aumento e da diminuição da perda de setores que ainda não estão formalizados.

Segundo dados da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (ABEMEL), o setor possui 184 entrepostos com Serviço de Inspeção Federal (SIF), centenas de entrepostos com Serviço de inspeção estadual e municipal, uma estimativa de 450 mil ocupações diretas no campo, milhares de empregos, sendo 19 mil na indústria de processamento (entrepostos) e 17 mil na indústria de insumos (máquinas e equipamentos), e um mercado de varejo avaliado em 796 milhões de reais.

Produção regional

Campinas, Holambra, Artur Nogueira e Engenheiro Coelho encabeçam as cidades que buscam usar seus recursos naturais para ampliar a produção apícola. Características geográficas, climáticas e de cultivares facilitam o processo e criação de abelhas, formação de apiários e meliponários.

Outro fator que amplia a cadeia produtiva é a indústria de beneficiamento que já é representativa na região, atendendo demandas do mercado nacional e internacional, como revela o diretor regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Edson Rezende. “Nossa produção de mel é muito forte e o mercado pede mais. Nossa região é um celeiro para a produção de mel e temos que investir no setor que irá gerar emprego e desenvolvimento para nossos municípios”, afirma.

Produção científica

A produção científica no setor apícola cresce para fortalecer o segmento. Encontros entre a Embrapa, Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.b.e.l.h.a.), Sebrae, Fiesp, Ciesp, produtores e beneficiadores do setor com o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), em Engenheiro Coelho SP), começam a gerar resultados. Juntos firmaram convênio para fortalecer pesquisas avançadas na busca de tecnologias e melhoramentos da cadeia produtiva da apicultura brasileira.

O Unasp apresenta características especiais de flora e clima para a criação de abelhas e o desenvolvimento de pesquisas com professores e alunos da faculdade de Engenharia Agronômica que serão aplicadas no setor apícola. Entre os benefícios diretos com o convênio estão a participação em processos seletivos do Ibama para projetos com apicultura, vínculo com o CNPQ e órgãos de incentivo a pesquisa cientifica, além da oportunidade de fortalecer microempresas do mercado regional.

Todo o processo de pesquisa só será viável com a cooperação da Associação das Abelhas, Sebrae, Fiesp, Unasp e produtores das entidades envolvidas em seus diversos níveis, revela o diretor de graduação da universidade, Francislê Neri. “Quando se fala em pesquisa a nível internacional, cada vez mais as áreas estão interligadas, intricadas umas com as outras. E hoje em dia não se faz mais pesquisa de ponta, de peso com resultados significativos de forma isolada. Então as entidades precisam se ajudar, haver cooperação em diferentes níveis”, destaca.

O diretor regional Fiesp, Edson Rezende, também destaca a pesquisa como base para o crescimento. “Hoje em dia que nós estamos num tempo de tecnologia a pesquisa deve estar em primeiro lugar. Nós estamos precisando urgentemente dessa união com a universidade, o seu pessoal científico para melhorar significativamente a qualidade dos nossos produtos e atender uma população exigente como a brasileira e as demais ao redor do mundo”, afirma.

A função das abelhas não está limitada a produção de mel. Ela é responsável pela polinização agrícola, produção de própolis, pólen, geleia real e apitoxina. Produtos que posteriormente são utilizados como matéria-prima na indústria farmacêutica, alimentícia e de cosméticos. A região Sul lidera a produção nacional seguida do Nordeste, no entanto, dados da Associação Brasileira de Exportadores de Mel revelam que a maior curva de crescimento está na região Sudeste, que saltou nos últimos seis anos de 6,1 para 8,8 toneladas anuais em produção de mel.

SERVIÇO
O que:
apresentação do Plano de Fortalecimento da Apicultura e Meliponicultura do Estado de São Paulo.

Onde: Auditório da Unasp, Estrada Municipal Pastor Walter Boger, s/n, Lagoa Bonita – Engenheiro Coelho (SP).

Quando: 17 de setembro de 2018 (segunda-feira).

Horário: 14h