Alunos do Unasp estudam Zika Vírus e aprendem técnica de combate ao vetor

Acontece no Unasp

Escrito por

Murilo Pereira

Publicado em

15 mar 2016

Desde que o primeiro caso de Zika Vírus foi confirmado no Brasil e a suposta causa da microcefalia em bebês passou a ser divulgada, se intensificou a corrida contra a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito responsável ainda pela febre amarela, todos os tipos de dengue e também a Febre Chikungunya. Na força tarefa contra a reprodução desse transmissor e o avanço dessas doenças, instituições de ensino tem tido importante participação na prestação de auxílio a sociedade.

No Unasp campus São Paulo, um grupo de universitários formado por representanes dos cursos da área de Saúde como Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia e Psicologia com a ajuda dos estudantes de Ciências Biológicas, têm levado informação e orientação sobre o Zika Vírus nas feiras de saúde organizadas pela Extensão Universitária do Unasp-SP e oferecidas em diferentes regiões da Grande São Paulo e em alguns municípios do interior.

Tendo em vista o aperfeiçoamento do trabalho de compartilhar informações relevantes, aconteceu no início do mês de março, no complexo de laboratórios do campus, uma oficina sobre o Zika Vírus que foi ministrada pelo mestre em parasitologia e docente do curso de Ciências Biológicas do Unasp-SP, Enios Duarte.

A aula foi dividida em teoria e prática. Após ensinar sobre a ação do vírus, sua origem e efeitos no organismo, tirando dúvidas dos alunos, Duarte passou a palavra para o universitário de Ciências Biológicas, Bruno Bonifácio, que ensinou, passo a passo, a construção de um recurso conhecido como ‘armadilha’ para o mosquito Aedes aegypti.

“É muito importante para o aluno que vai compartilhar esses conhecimentos com a comunidade ter ciência de quais são essas estratégias para o controle vetorial. A turma teve a oportunidade de ter uma ideia de quais são os tipos de vírus que o Aedes transmite e também sobre quais as principais estratégias utilizadas hoje no controle e o que se tem de conhecimento gerado”, explicou o professor.

Na armadilha feita com utensílios simples como garrafa pet, o mosquito entra para pôr seus ovos na água parada que fica dentro do recipiente. Com a saída do recipiente fechada por uma pequena rede, todo o ciclo de vida do mosquito acontece enquanto permanece preso dentro dessa armadilha impedindo-o de voar e se contaminar com os tipos de vírus e de transmiti-los através da picada.

“Não adianta nada saber e não passar o conhecimento. Ainda mais com relação a esse tipo de armadilha, pois vai ajudar muitas pessoas. Muitos, mesmo tomando as precauções em casa, conhecem pessoas que não agem da mesma forma e o mosquito se espalha. Com essa armadilha, a pessoa vai ajudar não apenas a prevenção dentro de sua própria família como também outras pessoas da comunidade”, considerou Bonifácio.