Agência internacional de voluntariado chega ao Unasp

Acontece no Unasp

Escrito por

Redação

Publicado em

13 set 2016

A Adventist Frontier Missions chegou ao Brasil. Idealizada na década 80 com a liderança de Clyde Morgan, alunos da Universidade Andrews, Estados Unidos, incorporaram a agência que tem o objetivo de alcançar os não alcançados. A AFM possui sedes de treinamento no Canadá e África do Sul, e agora no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, onde foi a sua inauguração nessa última terça-feira, 30.

O diretor da sede brasileira, pastor Samir Costa, explica que o projeto atende exclusivamente a janela 10/40, que atua em lugares onde não há presença da Igreja Adventista do Sétimo Dia. “Apesar de atender apenas a essa demanda específica, não é um projeto com limitação geográfica, já que temos três bilhões de pessoas que não conhecem o cristianismo” diz. Existe também atuação da AFM na Europa com os refugiados que vieram da Síria e Iraque.

Costa explica que a agência sobrevive de doações e é um ministério de apoio que trabalha em harmonia com a Igreja. “Essa fusão é algo novo. As nossas comissões administrativas são formadas por obreiros da Igreja Adventista juntamente com membros da Conferência Geral dos Estados Unidos”, explica.

O primeiro contato do atual diretor com a AFM foi na Turquia, no norte do Chipre, onde passou quatro anos com a família, servindo como missionário. Após quarenta anos da invasão militar, sem família pastoral, eles foram escolhidos para atuarem nessa região que, em sua totalidade, era islâmica.

A agência atua sob a demanda de projetos, para os quais são elaborados um planejamento estrutural. “Nós apresentamos o projeto e os investimentos para os possíveis parceiros. Então, lutamos para alcançar um montante que envolve a manutenção do missionário”, explica.

O diretor de desenvolvimento espiritual do Unasp-EC, Edson Romero, conta da interligação que a AFM terá com os projetos já existentes no centro universitário. “Cada ministério tem uma ação específica. A AFM veio em um momento para fechar o círculo de missões que já temos aqui”, diz. As ações missionárias que o colégio disponibiliza, como Geração 148, Atos 29, Jovens sem Fronteiras e Núcleo de Missões, realizam projetos a curto prazo. Eles servirão como um treinamento para os futuros missionários que desejam participar das missões da AFM, que são viagens a longo prazo. Romero ressalta a importância da criação de um colégio missionário. “O Brasil sempre recebeu evangelistas, chegou a nossa vez de devolver o que fizeram por nós. Com iniciativas como essa, os alunos sairão do colégio, verdadeiramente missionários”, garante.

 

O diretor do Núcleo de Missões (Numci) do campus, pastor Marcelo Dias, explica que diferentemente da AFM, o Núcleo possui projetos a curto prazo. “É perceptível que os jovens voltam das nossas missões com o desejo de poder fazer mais e querem ir além, e é aí que entra a AFM”, analisa.

O casal estudante de Teologia, Wesley e Clarice, se envolveram nas últimas férias, em uma missão do Numci, por 16 dias na Índia. Eles contam que a experiência que tiveram, além de os tirar da zona de conforto, trazer sensibilidade e capacidade de enxergar melhor ao outro, trouxe motivação para coisas maiores. “A missão não é nossa, é de Deus. Ele nos direciona. Se Deus nos chamar, nós vamos”, afirma. Eles participaram da cerimônia de lançamento e estão dispostos a atuarem em projetos da AFM, caso percebam ser um chamado divino.