Jota Terres/Radioagência Unasp

O Ministério da Agricultura (Mapa) oficializou o registro definitivo para o defensivo PROCLAIM 50, fabricado pela Syngenta à base do benzoato de emamectina.  O produto vinha sendo utilizado de forma emergencial desde 2013 para combater a Helicoverpa armígera, apelidada de “lagarta come-tudo” e que ataca, principalmente, cultivos de soja, algodão, feijão e milho. Desde 2011, quando apareceu no país, a praga já causou prejuízos de mais de R$ 11 bilhões. A Radioagência Unasp  conversou com especialistas a fim de saber mais sobre essa praga que tem causado prejuízos em todo o Brasil.

Radioagência Unasp: Professor, o que a lagarta “come-tudo” causa nas lavouras?

Walter de Carvalho: A lagarta Helicoverpa armígera foi identificada no Brasil na safra 2012/13. É uma Lepidoptera (mariposa). É extremamente voraz. Alimenta-se de várias partes da planta: folhas, caule, frutos e até flores. Apesar de origem europeia, se adapta bem em vários climas. Ataca as culturas de milho, soja, feijão algodão e hortaliças. A lagarta Helicoverpa armígera foi identificada no Brasil na safra 2012/13. É extremamente voraz. Alimenta-se de várias partes da planta: folhas, caule, frutos e até flores. Apesar de origem europeia, se adapta bem em vários climas. Ataca as culturas de milho, soja, feijão algodão e hortaliças.

RU: O produtor rural consegue exterminar a Helicoverpa armígera através outro composto que não seja o benzoato?

WC: O produto Benzoato de Emamectina é eficiente no controle dessa lagarta, mas não é o único. Existe inclusive controle biológico muito eficiente. Podemos citar o vírus HZNPV, a bactéria Bacillus turigiensis e outros defensivos químicos como carbamatos e diamidas. Atualmente o que se recomenda é a utilização de várias técnicas agronomicamente corretas, como: rotação de culturas, manejo integrado de pragas, monitoramento da armígera para alcança-la no momento que atingir o nível de dano econômico e outras técnicas.

RU: Há relatos desta praga no estado de São Paulo, mas na Região Metropolitana de Campinas (RMC) já houve ou há incidência da lagarta?

WC: Esta praga, já foi identificada na RMC. Entretanto como as principais culturas presentes aqui é a citricultura, a cana e frutas de mesa, a armígera ainda não é o nosso maior desafio, mas a medida que forem cultivadas a culturas mais suscetíveis esta lagarta vai aumentar a sua importância. Mas já temos tecnologias para mantê-la sob controle, principalmente o seu monitoramento.

Walter de Carvalho é coordenador do curso de Engenharia Agronômica do Centro Universitário Adventista de São Paulo, Engenheiro Coelho (SP). Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás (1986). É doutor em Estatística pela Unicamp (2014). Mestre em Matemática Pura pela Universidade Federal de Goiás (2001); Especialista em Matemática Pura (1998), Engenharia de Irrigação (1989) e em Extensão Rural (1987).

 

Confira mais informações na reportagem abaixo.