Ajuda Urbana sai da rotina neste Natal


Carolina Inthurn - 26/12/2016

Cerca de cem jovens saem todas as sextas-feiras a noite para Limeira, Mogi Guaçu, Mogi Mirim e Cosmópolis, levando consigo uma oração, uma palavra amiga, um bom ouvido e um coração disposta a ajudar. Eles formam o AU (Ajuda Urbana), grupo que desde 2014 tem como objetivo acolher os moradores de rua e a comunidade carente mais próxima. O AU já ajudou a tirar pelo menos 30 pessoas das ruas até agora. Sulamita Barreira, estudante de direito, afirma que eles já os têm como uma família. “Isso que nós estamos fazendo é uma sementinha que está sendo plantada no coração de cada um. Acredito que estamos fazendo a diferença na vida deles, que é o nosso objetivo principal”, afirma a estudante.

A última de sexta-feira (23) que antecede o Natal foi diferente tanto para os jovens universitários do Unasp-EC que participam do Ajuda Urbana, quanto para as pessoas que eles atendem durante o ano. Divididos entre as quatro cidades atendidas, cara grupo realizou uma ceia de Natal em prol daqueles que não têm muitos recursos ou família presente.  Sidney Santos, 43 anos, morador de rua há 6 meses e viciado em crack, foi um dos beneficiados com a ceia de Natal. “Tem poucas pessoas que ajudam, né? Eu vejo que sempre vai gente orar por nós lá… Isso é importante”, conclui.

O morador de rua Márcio Roberto, 38 anos, viajou de Mato Grosso para São Paulo em busca de emprego e ajuda com o vício das drogas. Para ele, o trabalho da equipe é fundamental. “Cara, vocês fazem aqui o que Jesus veio fazer nessa terra, entende? É isso que Jesus é”, declara o morador de rua.

Foram distribuídos brinquedos entre as crianças além da própria ceia que continha frutas, bolos, pães, doces e salgados dos mais variados tipos. Valquiria Sales, diretora do departamento de marketing do Unasp-EC, visitou o Ajuda Urbana algumas vezes e define esses momentos com a palavra amor. “Eu acho que é uma coisa que todos nós sempre devemos fazer. Poder ajudar o próximo e participar…. Esse é o cristianismo prático. É estar participando, estar junto e ter a oportunidade de falar de Deus para essas pessoas”, afirma Valquiria. Segundo ela, o sentindo de gratidão é o melhor agradecimento que poderia ganhar. “Já ouvi algumas vezes pessoas perguntando: ‘o que você está ganhando com isso? ’. Ué, estamos aqui para trabalhar pra Deus, ver as pessoas felizes. A gente ganha um abraço, um aperto de mão e um sorriso que vale tudo”, conclui.

As crianças da comunidade ficam extremamente gratas e felizes com a presença do grupo. Kemilly Xavier, de 12 anos, declara que o Ajuda Urbana faz a felicidade de quem não pode. “É bom para as crianças que ficam em casa, que não tem condição de comer isso. Muitos de nós ficam felizes por ter quem faz isso, ir lá na rua brincar com a gente”, afirma Kemilly. Mas para ela, o mais importante é o ensinamento sobre Jesus. Que nem uma vez que um menino bateu a testa e disse: ‘se eu vier orar, eu vou sarar’. Então, quer dizer, ensina a aprender sobre Jesus”, conclui. O pastor responsável pelo grupo, Edson Romero, afirma que o prazer é mais de quem ajuda do que quem é ajudado. “Eles trazem alegria para a gente e a gente fica feliz por poder fazer parte da alegria deles”, afirma o pastor.

O ministério não para por causa das férias e continua visitando todas as sextas-feiras as cidades de Cosmópolis, Mogi Guaçu, Mori Mirim e Limeira em busca de pessoas que precisam do amor que Cristo os ensinou ter.

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