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Língua Portuguesa: faça o simulado e pratique para o vestibular do Unasp.

Que tal testar os seus conhecimentos em Língua Portuguesa? Faça esse simulado e prepare-se para o vestibular do Unasp.

Qual é a sua técnica preferida para aprender algum conteúdo da escola? Algumas pessoas gostam de fazer resumos, praticar através de associações e mapas mentais, ou ainda assistir vídeo aulas sobre o assunto (só para reforçar algum ponto que o professor deixou de passar na sala de aula). Todas essas formas de praticar são úteis e funcionam muito bem. No entanto, para complementá-las é uma boa ideia adicionar simulados de provas na sua rotina de estudos.

Fazer simulados é uma das melhores maneiras de averiguar como anda o seu progresso em determinada matéria. Como também descobrir em quais pontos você precisa se aperfeiçoar. Além disso, você também pode praticar outras habilidades, como o gerenciamento de tempo. Que tal colocar um cronômetro para ver quando tempo você gasta em cada simulado?

Me conta uma coisa, como anda os seus conhecimentos em Língua Portuguesa? Venha descobrir através do simulado abaixo.

As perguntas foram retiradas de algumas provas das edições anteriores. Separamos 10(dez) delas, mas se você quiser conferir todas na íntegra, é só clicar aqui.

E aí, bóra testar seus conhecimentos em Língua Portuguesa?

Língua Portuguesa

1. Leia o poema abaixo e responda: qual das alternativas apresenta a problemática abordada no poema?

Negro forro

minha carta de alforria

não me deu fazendas,

nem dinheiro no banco,

nem bigodes retorcidos.

Minha carta de alforria

costurou meus passos

aos corredores da noite

de minha pele.

1. A escravidão tardiamente abolida.
2. O sentimento de aprisionamento social e econômico mesmo depois da liberdade.
3. O alto preço das cartas de alforria.
4. Acomodação dos negros diante da triste realidade social em que estão inseridos.
5. Desabafo sobre submissão cultural da raça negra.

2. Leia o pensamento de Benedetto Croce, um filósofo italiano, para responder a questão.

“O homem, antes de chegar à etapa em que forma idéias universais, forma idéias imaginárias...; antes que possa articular, canta; antes que fale em prosa, fala em verso; antes de usar termos técnicos, usa metáforas.”

Segundo o filósofo Croce, o homem:

1. Deve sempre ter idéias imaginárias.
2. Fala em verso usando metáforas.
3. Antes de chegar à etapa do uso de metáforas, deve usar termos técnicos.
4. Parte do simples para chegar ao complexo.
5. Tem uma tendência natural para a regressão.

3. Tendo como referência o poema a seguir, é correto afirmar que:

Eu agora ‐ que desfecho!

Já nem penso mais em ti...

Mas será que nunca deixo

De lembrar que te esqueci?                                                     

- (Mario Quintana ‐ Espelho Mágico)

1. Apresenta uma contradição apenas aparente, uma vez que a lembrança refere‐se tão somente ao fato de haver esquecido.
2. Fala da natureza volúvel do sentimento masculino em relação às mulheres.
3. Vale‐se de uma antítese para construir seu efeito poético.
4. Não trata necessariamente de questões amorosas, uma vez que seu autor sempre se vale de metáforas para falar do universo socio‐cultural.
5. A expressão “que desfecho!” refere‐se categoricamente à morte de sua amada.

4. Leia o pensamento de Henri Poincaré e responda.

“Duvidar de tudo ou crer em tudo, são duas soluções igualmente cômodas, que nos dispensam ambas de refletir”.                                                                                             

Henri Poincaré (1854‐1912) – Matemático francês  

 

Do pensamento acima só não se deve depreender que:

1. O questionamento é algo pejorativo, não devendo ser aceito por pessoas esclarecidas.
2. Há soluções que, embora sejam cômodas, devem ser evitadas, por implicarem mediocridade.
3. As generalizações, bem como os extremismos, são demonstrações de “preguiça mental”.
4. Nem a credulidade, nem a incredulidade imponderadas são bem‐vindas.
5. Construir uma visão pessoal de mundo implica muitas vezes incomodar‐se.

"Duvidar de tudo ou crer em tudo, são duas soluções igualmente cômodas...”. Das reconstruções do pensamento de Poincaré, apenas uma não reproduz a idéia original. Assinale‐a:

“Duvidar de tudo ou crer em tudo, são duas soluções igualmente cômodas, que nos dispensam ambas de refletir”.  

Henri Poincaré (1854‐1912) – Matemático francês                                                                                 

1. “Duvidar de tudo bem como crer em tudo, são duas soluções igualmente cômodas”.
2. “Duvidar de tudo assim como crer em tudo, são duas soluções igualmente cômodas”.
3. “Duvidar de tudo, por acreditar em tudo, são soluções igualmente cômodas”.
4. “Duvidar de tudo, acreditar em tudo, são soluções igualmente cômodas”.
5. “Seja duvidar de tudo, seja acreditar em tudo, são soluções igualmente cômodas”.

6. Quanto à reportagem e à tendência de leitura dos professores brasileiros da educação básica, pode‐se inferir que:

Um terço dos professores não lê livros.

“Os professores da educação básica brasileira (ensino fundamental e médio) não gostam de ler. Segundo dados do questionário da Prova Brasil 2011, 21% dizem que leem às vezes e 34% nunca entram em contato com um livro. Ou seja, menos da metade tem essa prática. As causas são várias, entre elas a formação deficiente do docente, que não inclui a leitura como parte importante de seu desempenho profissional; a falta de tempo devido à dupla jornada para compensar os baixos salários; e o pouco incentivo do poder público.

O principal efeito de um professor que não lê é a não formação de novos leitores. Ou seja, de alunos que não vão ter gosto pela leitura nem vão entender a importância dela. De acordo com o escritor e professor Paulo Venturelli, a leitura fundamental é a literária. É ela que vai desenvolver a inteligência e a sensibilidade, além de mudar a percepção que o professor tem do mundo e das coisas. ‘Esse é o problema principal da educação do Brasil, a falta de leitura. O professor não sabe o que fazer com o livro e não sabe ensinar o aluno a usá‐lo’”. Por isso, mesmo que a pesquisa mostre que os índices são maiores em outros tipos de leitura, como jornal – 63% leem sempre – e revista – 65% leem sempre –, por exemplo, a leitura literária tem um papel que não pode ser substituído.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2012, do Instituto Pró‐Livro e Ibope, o principal influenciador de leitura de crianças e jovens é o professor – 45%, superando o papel da mãe, que é de 43%”.  

1. Os resultados dessa pesquisa não levam em consideração a situação precária da vida profissional dos professores brasileiros.
2. A reportagem evidencia mais uma vez a importância que todos educadores devem dar à leitura de livros de bons autores da literatura luso‐brasileira e mundial.
3. Apesar do grande vilão da reportagem ser o professor brasileiro do ensino básico, a reportagem tenta imputar, também, a causa desse ciclo vicioso à família.
4. O principal alerta da reportagem é que a formação dos professores brasileiros tem pouco a ver com essa situação atual de leitura dos nossos professores.
5. O índice de leitura de jornais e revistas de nossos professores mostra que as políticas públicas de incentivo à leitura dos mesmos têm surtido efeitos positivos.

A arte de ser feliz (Cecília Meireles)

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.

Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê‐las assim.

Com relação ao texto de Cecília Meireles, avalie as afirmações seguintes:

I – Trata‐se de um gênero narrativo classificado como crônica, cuja obra se utiliza de um narrador‐personagem.

II – Pela estrutura do texto, ele é classificado como um conto, onde Cecília se utiliza de um narrador‐observador.

III – A expressão “finalmente” indica que a narrativa não foi uma das melhores, escrita por Cecília, e que, por isso, a autora, descontente com o texto, estava encerrando por ali o mesmo.

IV – A receita da escritora para ser feliz está em aprender a olhar as coisas antes de mais nada.

 É correto o que se afirma em:

1. I e II, apenas.
2. II e III, apenas.
3. I, II e IV, apenas.
4. III e IV, apenas.
5. I e IV, apenas.

8. Sobre o conteúdo do poema de Manuel Bandeira, pode‐se afirmar que:

O bicho

Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem

1. De uma maneira superficial e com uma visão científica, o poeta procura descrever a situação humilhante da raça humana.
2. É um poema de contestação e indignidade da realidade e miséria humana, em que a sua aplicação transcende os dias vividos pelo poeta.
3. “Engolia com voracidade” – pode‐se entender que foi uma forma onomatopaica de descrever a atitude do homem ao comer o alimento achado.
4. Pela descrição feita no poema, tal situação parecia fazer parte do dia a dia do poeta.
5. Escrito em 1947, no Rio de Janeiro, esse poema não apresenta pretensão alguma de se referir a situações semelhantes aos dias atuais.

9. Observe este fragmento textual:

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

COLASANTI, Marina. A moça tecelã. In: Doze reis e a moça no labirinto do vento. Rio de Janeiro: Nórdica, 1982. p. 15‐16.

As figuras de sintaxe ou de construção que marcam o texto são:

1. Elipse e zeugma.
2. Polissíndeto e assíndeto.
3. Pleonasmo e anáfora.
4. Iteração e silepse.
5. Anacoluto e hipérbato.

10. A Semana da Arte Moderna (1922), expressão de um movimento cultural que atingiu todas as nossas manifestações artísticas, surgiu de uma rejeição ao chamado colonialismo mental e pregava maior fidelidade à realidade brasileira, valorizando sobretudo o regionalismo. Com isso, pode‐se dizer que:

1. O romance regional assumiu características de exaltação, retratando os aspectos românticos da vida sertaneja.
2. Escultura e a pintura tiveram seu apogeu com a valorização dos modelos clássicos.
3. O movimento redescobriu o Brasil, revitalizando os temas nacionais e reinterpretando nossa realidade.
4. Os modelos arquitetônicos do período buscaram sua inspiração na tradição do barroco português.
5. A preocupação dominante dos autores foi com retratar os males da colonização.

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