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Distopia: aprenda mais sobre a sociedade e política através desses livros

Conheça um pouco mais sobre a distopia na literatura e veja como esse gênero poderá te ajudar a criar um senso mais crítico sobre o mundo em que vivemos.

No universo dos livros existem diversos gêneros literários. Em resumo os gêneros literários reúnem um conjunto de obras que apresentam características similares na sua forma e conteúdo. Essa classificação pode ser feita de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais, entre outros. Como também, existe a distopia ou em outras palavras, literatura distópica

Mas o que é distopia?

Bem, distopia, também conhecida como antiutopia, é um conceito filosófico adotado por vários autores e expresso em suas criações ficcionais, nas quais eles retratam uma sociedade construída no sentido oposto ao da utopia. 

A utopia prevê um sistema perfeito, um estado ideal, onde vigora a máxima felicidade e concórdia dos cidadãos. Ou seja, uma sociedade perfeita. No entanto, a distopia vai diretamente contra essa definição da utopia. Ela é o oposto.

Na literatura de distopia as comunidades/sociedades são normalmente retratadas com um governo totalitário, que exerce um poder tirânico e domínio ilimitado sobre um grupo social. E nestes estados há corrupção, impera regras que não valorizam o bem-estar coletivo, grupos de pessoas são perseguidos e monitoramento da população.

Geralmente as narrativas se passam no futuro, ou pelo menos no futuro da data de escrita dos livros. E através da leitura os escritores apresentam um universo ainda não real, no entanto muito próximo de se realizar.

Em grande parte questionando governos e sistemas sociais. Colocando um forte tom de questionamento em suas páginas. A leitura faz o leitor perceber semelhanças entre a realidade e a ficção e questionar algumas posições políticas e sociais. Claro, a distopia é um exagero, mas um exagero não tão grande assim. Afinal, as semelhanças com a realidade podem ser assustadoras.

Por que ler distopias?

A distopia é um gênero literário que vale como advertência ou ironia. Esse gênero torna explícito os pactos e formas sociais. As distopias estão profundamente enraizadas com a nossa forma de viver. E por mais que sejam uma forma de entretenimento e ficção, elas trazem à tona grandes verdades. Além do mais importante, na minha sincera opinião, elas incitam o leitor a repensar valores. E não apenas isso, mas também cria mentes mais questionadoras.

Pensando nisso, no valor da leitura distópica, separei alguns livros que são imprescindíveis na lista de qualquer leitor que queira se aprofundar no gênero. E não apenas para quem deseja ler mais distopias, mas também para quem deseja ler livros que questionam a sociedade, os governos e o status quo.

Vamos lá?

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1. 1984, de George Orwell

Já começamos a nossa lista com uma das mais importantes obras literárias do século XX! Mesmo sendo escrito em 1949 esse livro ainda continua sendo muito atual e relevante.

A obra já ganhou versões de filmes, minisséries, quadrinhos, traduções para 65 países, e uma polêmica fama, que não é à toa! Em seu último romance o autor criou um personagem chamado Winston, que vive aprisionado em uma sociedade completamente dominada pelo Estado.

Essa submissão ao poder, é relatada, inclusive, na rotina desse personagem, que trabalha com a falsificação de registros históricos a fim de satisfazer os interesses presentes. Winston, contudo, não aceita bem essa realidade, que se disfarça de democracia, e vive questionando a opressão que o partido e o Big Brother exercem sob a sociedade.

A inspiração do livro vem dos regimes totalitários dos anos 30 e 40 e, é assim, sob a ótica da ficção, que o autor faz com que seus leitores reflitam sobre o sistema de controle. Que não raro, depois de tanto tempo ainda é muito questionado.

Via: Skoob

2. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Outro título famoso na literatura!

Em uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento.

Na distopia criada por Huxley a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. No livro o objeto de crítica é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo.

Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos.

Via: Skoob

3. Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Imagine viver em uma sociedade onde os livros são uma ameaça ao sistema, e em virtude disso eles passam a ser proibidos. Agora imagine que os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios – agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga.

Para completar as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem “famílias” com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais. Em outras palavras, as pessoas vivem de forma alienada.

Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus “parentes televisivos”, enquanto ele trabalha queimando livros. Sua vida vazia é transformada quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo.

Um dia Clarisse some o que leva Montag a rebelar-se contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros. Denunciado ela acaba sendo obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória.

“Fahrenheit 451” é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem sintomática do século XX. Percebe alguma semelhança com a realidade atual?

Via: Skoob

4. A Revolução dos Bichos, George Orwell

Essa é uma fábula sobre o poder. O livro narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos.

Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.

Com o acirramento da Guerra Fria, a obra passou a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo.

É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens.

Via: Skoob

5. Não Me Abandone Jamais, Kazuo Ishiguro

Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de cuidadora. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados.

No entanto, esse internato idílico esconde uma terrível verdade. ‘Não me abandone jamais’ reflete, através da ficção científica, a questão da existência humana.

O único da nossa lista a ganhar o Nobel de Literatura (2017), esse livro fala muito sobre vida e morte e as inevitabilidades que encontramos entre as duas coisas. A saber, distopia nesse livro é diferente dos livros anteriores, é mais dosada e apresenta-se de forma sutil.

Via: Skoob

6. O Conto da Aia, de Margaret Atwood

Escrito em 1985, este romance distópico da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados nos últimos tempos. Em virtude da série inspirada na obra, produzida pelo canal de streaming Hulu.

A ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump.

Via: Skoob

Qual será a sua próxima leitura?

E aí, gostou das sugestões? Você já leu alguns desses livros? Conte para a gente nos comentários. Ah, e se você quiser indicar uma outra obra de distopia, fique a vontade para compartilhar sua sugestão.

Espero que com que essas sugestões você possa aproveitar não apenas o entretenimento, mas que também aprenda mais e crie pensamentos analíticos e críticos sobre a nossa sociedade.

Boa leitura e até a próxima!

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