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Poupe dinheiro, mas não na poupança. Veja outros tipos de investimentos!

Gastar menos do que se ganha é tão elementar que nem precisa ser falado, mas qual o melhor lugar para o dinheiro extra? Acredite, existe vida além da poupança.

A rigor, a caderneta de poupança é só uma das muitas formas de investir dinheiro. Mas esse investimento ganhou um sentido muito mais amplo no Brasil.

Tudo começou no século XIX, quando o governo imperial criou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Até hoje esses bancos públicos são os maiores do país. Assim, há mais ou menos 200 anos, a caderneta de poupança foi a única forma de investimento que o brasileiro conheceu. Por isso que a expressão “fazer uma poupança” deixou de significar apenas um investimento no banco para virar sinônimo de guardar dinheiro.

Se o seu caso for esse segundo, ótimo. Mas se você realmente coloca seu suado dinheirinho em cadernetas de poupança, está na hora de rever seus conceitos. Existem locais muito mais vantajosos para pôr o seu dinheiro. Vamos falar disso já já, mas antes precisamos entender o que são os investimentos e quem são os investidores.

Primeiro: investimentos são apostas. Simples assim. Você dá seu dinheiro para alguém que promete usá-lo e diz que vai dividir os lucros com você. Isso tem risco? Sim. Te assustei? Talvez. Mas não tem alternativa: até a poupança se encaixa nessa explicação. Sim, o banco usa o seu dinheiro e te paga quase nada em troca. Sim, você corre riscos com a poupança (que o diga quem perdeu a poupança na época do governo Collor).

“É melhor então deixar meu dinheiro no colchão”, você pode pensar. Mas até nisso há riscos! Com o aumento da inflação, o dinheiro vai perdendo valor aos pouquinhos (assim como o nosso corpo, o dinheiro atrofia e morre se nunca se movimentar). Não adianta fugir dos riscos, o importante é saber administrá-los. Antes de mais nada, comece conferindo os 10 aplicativos para organizar suas finanças pessoais.

A forma de administrar depende do perfil de cada pessoa. Quanto maior o risco, maior o retorno, e vice versa. Depende muito do seu perfil (mais arrojado ou mais conservador), e da quantidade de dinheiro que você tem para investir (convenhamos que é mais fácil ser arrojado com aquilo que sobra depois que as necessidades básicas já foram atendidas). Para começar direito, primeiro descubra como administrar e economizar seu dinheiro durante a faculdade.

Vou imaginar que você é uma pessoa mais conservadora, que praticamente só conhece a poupança, mas tem a mente aberta para conhecer investimentos mais rentáveis e até mais seguros. Por isso, vamos falar apenas de renda fixa (investimentos onde você sabe o quanto vai ganhar), renda variável (como ações de empresas) ficam para uma outra hora.

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1. Banco não é tudo

Vamos sempre ter em mente que todo investimento é um empréstimo – você paga juros quando pega emprestado, né? Então recebe juros quando empresta. Mas a quem você prefere emprestar: ao seu primo que sonha em ter um circo de pulgas, ou a uma instituição cheia de economistas e gestores?

Mas essa instituição não precisa ser apenas o seu banco. Podem ser outros bancos: os menores costumam oferecer rendimentos maiores já que eles têm mais risco de falir. A instituição também pode ser o próprio governo: os títulos públicos são formas de emprestar dinheiro diretamente à união.

Mas essas instituições também podem ser corretoras de investimentos que administram fundos. Um fundo nada mais é que um grupo de pessoas que faz uma vaquinha para investir em algo grande, que elas não poderiam investir sozinhas. A corretora administra a vaquinha, e cobra a sua taxa antes de dividir os lucros para todo mundo.

Qual a melhor opção? Desculpa, mas isso é tão íntimo quanto comprar um produto de higiene. Imagine que existe um supermercado de investimentos – é preciso olhar a embalagem, o preço e o custo benefício de cada produto. Também foi difícil quando você começou a fazer compras sozinho, mas logo você pegou o jeito. É a mesma coisa para encontrar um bom investimento.

2. Nem tudo é para todos

Quanto dinheiro você tem guardado? Quanto dinheiro você pode depositar a cada mês? Para quando você vai precisar desse dinheiro? Responder a essas perguntas é fundamental, pois talvez você não possa fazer aquele investimento que parece melhor. Para ter uma noção, confira essa calculadora de investimentos.

Quer um exemplo prático de como a poupança não é o melhor investimento? Tudo que ela rende só é pago no aniversário da poupança (uma vez por mês, na mesma data em que você fez o primeiro aporte). Se ocorre alguma emergência, e você precisa sacar o dinheiro antes do aniversário, você perde o valor ganho com o investimento. Já o tesouro Selic, por exemplo, além de render mais garante que o rendimento seja sacado a qualquer hora.

Alguns investimentos de renda fixa cobram taxas maiores que outros – isso depende do banco ou corretora. Alguns cobram imposto de renda e outros não – isso depende da vontade do governo de incentivar os investimentos em determinado setor. A listinha abaixo leva em conta aqueles que, descontando tudo, ainda rendem mais que a poupança.

3. Opções além da poupança

Tesouro Direto

São os investimentos feitos com o governo. Com apenas R$ 30 já é possível começar a investir. Existem diferentes formas de tesouro direto, mas o tesouro Selic é o mais simples e que oferece liquidez diária (a possibilidade de tirar o dinheiro a qualquer hora). Você pode se informar e começar a investir no site do ministério da Fazenda.

CDB

O certificado de depósito bancário (CDB) é uma das formas de renda fixa. Você empresta dinheiro ao banco para ele poder emprestar a outras pessoas. Existem vários tipos de CDB entre bancos e corretoras: alguns permitem ir depositando um pouco a cada mês, outros exigem um depósito inicial de mil reais; alguns têm liquidez diária, alguns deixam o dinheiro preso por um período.

Para saber se um CDB é bom ou não, precisa saber o quanto ele paga em relação ao CDI. o certificado de depósito interbancário (CDI) é uma taxa que os bancos cobram para emprestar dinheiro uns para os outros. CDI não é um investimento: é um termômetro para saber se os investimentos estão rendendo bem.

A maioria dos especialistas acredita que um bom CDB paga 100% do CDI ou mais. Já os CDB’s dos grandes bancos costumam pagar 80% do CDI. Logo, você precisa bater perna entre bancos menores e corretoras para achar um CDB com rendimento mais vantajoso.

LCI e LCA

A letra de crédito imobiliário (LCI) e a letra de crédito do agronegócio (LCA) são parecidos com o CDB, com a diferença que o dinheiro vai ser emprestado para setores específicos. O LCI vai para empresas que investem em imóveis, e o LCA vai para empresas que investem no agronegócio. Os dois são isentos de imposto de renda. Mas um CDB com retorno de 110% do CDI pode ser mais vantajoso, mesmo descontando esse imposto.

Uma desvantagem do LCI e LCA é que exigem um valor mais alto depositado de uma vez (os mais rentáveis chegam a exigir aporte inicial de R$ 10 mil), e tem baixa liquidez (dinheiro preso mais tempo). Então são investimentos para se pensar depois que as reservas de emergência já tiverem sido feitas em tesouro direto e/ou CDB.

Fundos Multimercado

São vaquinhas com um administrador especializado em sempre achar o investimento com retorno mais alto e mais rápido. Mas o risco é maior, porque o administrador também pode optar por ações de empresas. Sem contar que os melhores fundos são muito exigentes para aceitar membros (exigem um bom dinheiro para começar). Então essa é uma forma de investimento mais avançada, para quem já garantiu o boa parte do dinheiro em renda fixa.

Falar nesses fundos serve para lembrar que é bacana diversificar – nunca confiar 100% numa única forma de investimento. Não vamos cometer o mesmo erro de antes – vamos fazer poupança em muitas formas diferentes da poupança.

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