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The Bad Kids, documentário mostra o cotidiano de uma escola alternativa

No premiado documentário “The Bad Kids”, professores de uma escola no Deserto de Mojave mostram que a compaixão e o desenvolvimento de habilidades vitais podem ajudar alunos em risco. 

Black Rock High School é uma escola diferente. E não é apenas pelo fato de estar localizada no meio de um deserto na Califórnia. Mas também por que ela faz algo que muitas outras não estão dispostas a fazer. Black Rock é um lugar de abrigo, de apoio e desenvolvimento para jovens problemáticos. Crianças que se envolveram com drogas, crimes, que foram abusadas, que vivem nas ruas e que sofrem de problemas sociais e familiares.

No premiado documentário “The Bad Kids”somos guiados pelo incansável trabalho da diretora Vonda Viland na busca pelo tido impossível: ajudar adolescentes em risco a se formarem. E o trabalho positivo da Black Rock reflete tanto que ela foi designada em 2017 como um Escola de Continuação de Modelos pelo estado da Califórnia.

Os dados são alarmantes. De acordo com Administração de Serviços de Saúde Mental e Abuso de Substâncias do Estados Unidos, 11% dos adolescentes nos EUA tiveram um episódio depressivo. São cerca de 2,7 milhões de adolescentes no país e, de acordo com a HIDI Health Stats, houve um aumento de quase 900% na ideação suicida entre crianças e adolescentes em 2016. O suicídio é o segundo maior motivo de morte em adolescentes.

O cenário não é dos melhores. Além desses dados preocupantes em relação à saúde emocional dos jovens, ainda há outras questões a serem pensadas.

the bad kids

A Realidade

Muitos estudantes vêm de lares de pais divorciados ou cujos pais estão presos, ou são viciados em drogas ou alcoólatras. Estudantes que moram com seus avós porque seus pais os abandonaram. O propósito da escola é encontrar um jeito de conceder as ferramentas necessárias para que eles possam superar seus traumas e dificuldades. Muitos são incapazes de cuidar de si mesmos.

Há estudantes que estão desabrigados ou têm que trabalhar para sustentar suas famílias, cuidar de irmãos ou os próprios pais. Há estudantes que foram abusados sexualmente. Há quem têm AIDS ou outras doenças sexualmente transmissíveis. Que sofrem de deficiência física ou mental, de depressão e ansiedade. Algumas vezes tão suicidas que lutam apenas para sair da cama, ou que auto-infligem feridas, para que eles possam controlar algo em suas vidas.

Em consequência à esses problemas muito desses jovens abandonam os estudos. Não conseguindo terminar o colegial. A equipe da escola acredita que essas estatísticas de fracasso são por causa do trauma que esses estudantes têm que suportar diariamente.

“Eu não acredito que há uma criança lá fora que acorda todas as manhãs, dizendo: ‘Eu quero falhar hoje. Eu quero arruinar os dias dos meus pais ou dos meus professores.’ Nos meus 30 anos de educação, eu não conheci um aluno que quer ser um fracasso.” – Vonda Viland

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O Documentário

No documentário, disponível na Netflix, acompanhamos Vonda Viland explicar a um dos alunos que a escola se diferencia do ensino médio tradicional. O programa da escola autogerido. Isso que significa que o aluno precisa ter o ímpeto e desejo de se dedicar todos os dias e seguir em frente na busca pelas suas metas. O trabalho não é apenas do professores, os alunos também precisam querer superar as suas dificuldades e vencer o desafio.

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“The Bad Kids” é uma um extraordinário retrato real de educadores acreditam que a empatia e habilidades para a vida, mais do que disciplinas, dão aos estudantes a capacidade de comandar seu próprio futuro. É uma observação sobre a educação através do combate contra os efeitos da pobreza e falta de estrutura familiar.

A principal motivação da equipe escolar é encontrar uma forma de trabalharem juntos e darem a estas crianças as ferramentas necessárias para quebrar o padrão de suas vidas. Mudar de forma efetiva esse padrão tóxico.

Através de métodos alternativos os professores respeitam o tempo, a realidade e traumas de cada alunos. Por exemplo, um dos alunos era extremamente violento e quando sentia raiva ele batia nas pessoas. Na escola ele foi proibido de extravasar a sua raiva dessa maneira, no entanto ele teve permissão de bater nas paredes quando sentisse a necessidade. Aos poucos ele foi aprendendo a lidar com esses impulsos e simplesmente não sentiu mais vontade de bater em nada e em ninguém.

O documentário é sensível ao acompanhar história de alguns desses jovens. Através de suas narrativas somos envoltos em problemas reais e muito frequentes não apenas nos Estados Unidos, mas também aqui no Brasil.

Black Rock não é apenas uma escola em que aprende ciências, história ou gramática. É um lugar onde os jovens aprendem sobre a vida, lidam com seus traumas, recebem apoio psicológico e profissional.

Esse é um daqueles documentários que nos mostram que a educação é uma grande ferramenta de mudança social. É inspirador, emocionante e motivador. É lindo ver como ainda existem maneiras de melhorar o mundo, uma pessoa e um diploma por vez.

Indicamos esse documentário para todos os nossos leitores, no entanto, especialmente para os educadores. Professores, mestres, coordenadores e psicopedagogos poderão tirar preciosas e importantes lições dessa experiência real.

Fica a dica 😉

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