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Malala: A História da Garota que Defendeu o Direito à Educação e foi Nobel da Paz.

Em 2012, a história da adolescente paquistanesa Malala Yousafzai se tornou manchete ao redor do mundo. Ela tornou-se reconhecida por lutar pelo direito das meninas de seu país à educação. Essa história real fantástica é o tema do documentário Malala, lançado em 2015.

A jovem de 15 anos que dava entrevistas e defendia abertamente o direito das meninas de frequentarem a escola foi baleada na cabeça por um membro do Talibã em um ônibus escolar. O que poderia ter sido o fim de sua jornada foi o começo de algo muito maior. Malala sobreviveu, tornou-se uma ativista com influência mundial e a vencedora mais jovem de um Prêmio Nobel da Paz.

No começo do filme, é destacado outro ingrediente incrível da história: seu pai a batizou em homenagem a Malalai, corajosa guerreira afegã. Dirigido por Davis Guggenheim, o filme se propõe a fazer um retrato íntimo da garota que se tornou um símbolo na luta pela universalização da educação. As filmagens foram feitas em 18 meses e mostram Malala tentando equilibrar as demandas de uma adolescente normal com viagens pelo mundo para palestras e visitas a escolas.

As cenas gravadas na casa de Malala, que atualmente vive com a família em Birmingham, na Inglaterra, mostram o lado da adolescente ainda não explorado pelos jornais. Ela aparece provocando os irmãos, rindo, envergonhada, ao mostrar fotos de atletas como Roger Federer, estudando para tirar boas notas e recebendo o apoio do pai, Ziadduin.

A relação entre pai e filha é um dos principais atrativos do filme. É evidente a influência de Ziadduin, que era dono de uma escola quando ainda morava no Paquistão, nos ideais de sua filha. Porém, fica claro que são as próprias crenças que motivam Malala a continuar sua luta em defesa da “educação de meninas”.

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Para entender a luta de Malala é preciso saber, primeiro, que no Paquistão, assim como em outros países de ideologias extremistas islâmicas no Oriente Médio, as mulheres não têm os mesmos direitos que os homens. Delas, espera-se apenas que cozinhem e sirvam aos pais e irmãos. Enquanto eles podem andar livremente pela cidade, elas não têm autorização para sair de casa sem que um parente do sexo masculino as acompanhe.

Sempre com o apoio do pai, Malala mostra desde muito cedo que com ela, as coisas não seriam assim. O que era quase impossível perante as leis severas que tentavam controlar desde relacionamentos até atitudes banais do dia a dia, misturando cultura e heranças religiosas para agir contra os direitos das mulheres.

Apesar de fazer um registro da jornada de Malala de maneira sensível, o documentário não mostra as emoções mais profundas de sua protagonista. Em certo ponto, o diretor pergunta a Malala por que ela não fala sobre seu sofrimento. Ela olha intensamente para a câmera e se recusa, de maneira gentil, a comentar o assunto. O espectador não vê nas entrevistas, nem nas cenas, um retrato mais pessoal de Malala.

Mesmo assim, é impossível não recomendar o documentário para todos os estudantes – principalmente para as meninas – e para quem se interessa por questões como educação, ativismo e igualdade de gênero. Malala é uma figura divertida e carismática e depois de conhecê-la mais de perto, é difícil não se sentir inspirada por sua história.

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