Blog do Unasp

10 documentários para inspirar os jornalistas

imshutterstock_262339793 (1)

Que tal se aprofundar em um bom documentário e descobrir as diversas facetas sociais e históricas do mundo? A nossa lista de hoje foi criada para inspirar e incentivar os jornalistas a encararem a profissão com mais engajamento e através de novas perspectivas e linguagens. Sabemos que é muito importante ter conteúdo na bagagem e isso não se aprende apenas nos livros e filmes, mas por outro lado essas ferramentas podem ajudar, e muito! Preparem a pipoca e boa sessão!

1 – Valsa com Bashir

Valsa com Bashir é um filmeisraelita de 2008 escrito e dirigido por Ari Folman. No formato de documentário animado, o filme retrata as tentativas de Folman, um veterano da Guerra do Líbano de 1982, de recuperar as suas memórias perdidas dos eventos que marcaram o massacre de Sabra e Shatila. O filme foi lançado em 13 de maio de 2008 durante o Festival de Cannes, sendo um dos cinco indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro, além de ter sido escolhido como Melhor Filme do Ano, pela Sociedade Nacional dos Críticos dos Estados Unidos.

2 – Cinco Câmeras Quebradas

Em 2005, uma pequena cidade na Cisjordânia foi dividida por um muro, construído pelo governo israelense. Com o argumento oficial de proteger um povoado das redondezas, eles prepararam o terreno para a tomada de posse de 150 mil judeus israelenses. Mas o agricultor Emad, morador da região, decidiu armar-se de uma câmera e de formas pacíficas de protesto para tentar conservar suas terras.

3 – Cabra Marcado para Morrer

O filme é uma narrativa semidocumental da vida de João Pedro Teixeira, um líder camponês da Paraíba, assassinado em 1962. Em razão do golpe militar, as filmagens foram interrompidas em 1964. O engenho da Galileia foi cercado por forças policiais. Parte da equipe foi presa sob a alegação de “comunismo”, e o restante dispersou-se. O trabalho foi retomado 17 anos depois, recolhendo-se depoimentos dos camponeses que trabalharam nas primeiras filmagens e também da viúva de João Pedro, Elizabeth Altino Teixeira, que desde dezembro de 1964 vivera na clandestinidade, separada dos filhos. Reconstruiu-se assim a história de João Pedro e das Ligas camponesas de Galiléia e de Sapé.

4 – Corações e Mentes

Hearts and Minds (Corações e Mentes, em português) é um documentário de 1974 sobre a Guerra no Vietnã, dirigido por Peter Davis. Considerado um dos mais importantes documentários políticos da história do cinema, Corações e Mentes levou o Oscar de Melhor Documentário em 1975. Apoiando-se em um rico material de arquivos e depoimentos com personalidades políticas, ex-combatentes estadounidenses e sobreviventes vietnamitas, colhidos nos anos de 1972 e 1973 – além de inserções de trechos de filmes de Hollywood – Corações e Mentes procura demonstrar que o militarismo exacerbado e racismo intrínsecos à cultura estadounidense levaram os Estados Unidos ao extenso conflito no Sudeste Asiático. A meta de Davis é investigar os corações e as mentes dos norte-americanos. O filme expôs as devastadoras conseqüências humanas deste conflito, que matou mais de um milhão de vietnamitas – a maioria civis – e 45 mil soldados norte-americanos. Davis é reconhecido como o primeiro documentarista a dar voz ao “outro lado” da história – no caso a população civil vietnamita, as maiores vítimas.

5 – Diário de uma Busca

O jornalista Celso Afonso Gay de Castro morreu aos 41 anos, na cidade de Porto Alegre, em circunstâncias suspeitas. O militante político de esquerda foi exilado durante a ditadura militar brasileira. Durante esse período, ele percorreu diversos países, como Argentina, Venezuela, Chile e França, sempre carregando consigo sua família. Uma vida marcada pela história da luta armada, exílio e ausência. Sua repentina morte deixou seus familiares com um vazio e um mistério, que a filha Flávia tenta desvendar.

6 – Os Catadores e Eu

A diretora Agnès Varda anda pelo interior da França, afastada das cidades que concentram a riqueza e o luxo, acompanhando pessoas que sobrevivem de restos. Ela se mistura a catadores e coletores que vão até uma feira em busca de sobras de alimentos. Ao mesmo tempo, Agnès conversa com eles, que versam sobre os mais variados assuntos, de política internacional até tragédias pessoais.

7 – Triunfo da Verdade

É um filme alemão dirigido pela cineasta Leni Riefenstahl. Sua estreia se deu à 28 de março de 1935. O filme, do gênero documentário, retrata o 6° Congresso do Partido Nazista, realizado no ano de 1934 na cidade de Nüremberg e que contou com a presença de mais de 30.000 simpatizantes do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores da Alemanha. É um dos filmes de propaganda política mais conhecidos na história do cinema, com grande reconhecimento das técnicas utilizadas por Riefenstahl, que depois passaram a influenciar filmes, documentários e comerciais.

8 – Um Homem com uma Câmera

Um Homem com uma Câmera é um filme documentário soviético de 1929. Em 2012 foi eleito pela revista cinematográfica britânica Sight & Sound como o oitavo melhor filme de todos os tempos. O filme documenta a vida dos habitantes de uma cidade através do olho de uma câmera. Seus atores são as máquinas e as pessoas da cidade, fotografadas em todos os tipos de situações com a câmera seguindo todos os seus movimentos. Considerado por muitos, como o precursor dos documentários, já que o chamado cinema direto foi fortemente influenciado por Vertov.

9 – Doméstica

Durante uma semana, sete jovens se tornaram cineastas amadores e filmaram o cotidiano de suas empregadas domésticas. O material foi entregue ao diretor Gabriel Mascaro que compilou os momentos mais marcantes neste documentário.

10 – Estamira

Estamira Gomes de Sousa (Estamira), conhecida por protagonizar documentário homônimo, foi uma senhora que apresentava distúrbios mentais, vivia e trabalhava (na época da produção do filme) no aterro sanitário de Jardim Gramacho, local que recebe os resíduos produzidos na cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se famosa pelo seu discurso filosófico, uma mistura de extrema lucidez e loucura, que abrangia temas como: a vida, Deus, o trabalho e reflexões existenciais acerca de si mesma e da sociedade dos homens. “Ela acreditava ter a missão de trazer os princípios éticos básicos para as pessoas que viviam fora do lixo onde ela viveu por 22 anos. Para ela, o verdadeiro lixo são os valores falidos em que vive a sociedade”, comentou Marcos Prado, diretor do filme. O documentário “Estamira” teve repercussão internacional, angariando muitos prêmios e o reconhecimento da crítica.

Fontes: www.adorocinema.com

Veja também

Gostando dos conteúdos?

Receba as atualizações no seu e-mail!
Insira seu endereço ao lado e não perca as novidades.